quarta-feira, 10 de setembro de 2014

HOMEM, MULHER, TORNAI-VOS QUEM REALMENTE SOIS!


Ao avaliarmos o homem e a mulher em transição, percebemos que, a cada dispensação de dois mil anos sob as hierarquias solares, existem qualidades particulares da Divindade cuja finalidade é a de serem retratadas no homem e na mulher, para a mestria dos elementos relacionados com tais dispensações.
Durante a era de Peixes, vemos como arquétipos da dispensação da consciência Crística as figuras de Jesus e Maria, que retratam o raio masculino e o feminino. Vemos Jesus, Maria e Saint Germain ancorando a luz da Sagrada Família. Eles receberam seu treinamento dos manus da sexta raça raiz e da sexta dispensação, o Deus e a Deusa  Meru, que focalizam a chama da iluminação no Lago Titicaca.
Nossa senhora passou grande parte do tempo antes de sua encarnação, e até mesmo durante a encarnação, nesse retiro, meditando sobre o exemplo do Cristo para os dois mil anos que se seguiriam. Sua meditação sobre o padrão arquetípico possibilitou a ela dar nascimento a Jesus – o Ser Cristico.

O sentido de idolatria
É difícil saber, à luz da história e do encobrimento das imagens de Jesus e Maria, com quase uma pátina de doutrina e dogma, qual é, exatamente, o padrão arquetípico da consciência do homem e da mulher da era de ouro. Temos de retirar a indumentária pesada que foi colocada em torno da imagem desses dois indivíduos, a mística e a elevação deles à posição de Deus, impedindo a nossa entrada para compartilhar a sua consciência, a fim de compreender como devemos despir todas as camadas em nível de homem e mulher, para chegarmos ao homem e à mulher da Nova Era, ao homem e a mulher da sétima dispensação, a da era de Aquário.
Ao compreendermos quem é o homem, quem é a mulher e quem somos nós, a fim de resolvermos a crise de identidade nesta era, devemos considerar a posição de Jesus, não como um deus, mas como um ser ungido que cumpriu o potencial interior e deu o exemplo do que todo homem deve fazer. Devemos considerar Maria, a Mãe, não como uma deusa, mas como uma mulher que caminhou pela Terra há pouco, em termos de tempo e espaço; que passou por encarnações anteriores à encarnação final, como aconteceu com Jesus; que realizou um aspecto do potencial feminino que as mulheres hoje em dia podem e devem realizar.
À medida que quebramos as barreiras da separação entre nós mesmos, como pecadores e Maria e Jesus como deuses, começamos a estudá-los como seres humanos, arquétipos humanos. Vemos que eles enfrentaram as mesmas tentações, problemas e adversidades que nós enfrentamos; vemos que eles passaram por vidas anteriores nas quais cometeram erros. Não foram sempre deuses, tão perfeitos que quase exibiam feições de estátua.
Não podemos culpá-los pela imagem que nós mantemos, porque foi nossa suscetibilidade à idolatria que a perpetuou. E, é claro, a mente carnal que eleva um ídolo vai, eventualmente, destruí-lo. Tanto em Deus quanto no homem, o poder de criar é o poder de destruir. Quando criamos um ídolo significa que controlamos o ídolo. O ídolo que idolatramos é aquele que iremos destruir, despedaçar.
O êxodo maciço que está acontecendo hoje em dia nas igrejas é consequência de uma idolatria extremada que, afinal, não podemos conter em nós mesmos, porque é uma competição com nossos próprios egos. Portanto, abaixo os santos, abaixo a Igreja, abaixo as hierarquias, e isso acontece porque nossa compreensão de hierarquia nunca esteve centrada em nossa Realidade interior.
Se tivermos a Realidade interna da luz do masculino e do feminino, então a reconhecemos uns nos outros: não existe competição, não haverá competição por poder, não haverá ciúmes nem necessidade de adorar ídolos, porque nós somos aquela mesma chama. E surgirá uma sensação de regozijo por sabermos que esses dois seres, Jesus e Maria, sob grandes dificuldades e adversidades, foram capazes de sustentar sua meditação em um padrão de Cristicidade para o homem e a mulher, padrão esse que tem sido a base de nossa civilização por dois mil anos.
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Os testes de Jesus e de Maria
Ao falarmos com Jesus e com Maria ao longo dos anos, eles nos disseram que toda essa glória que os envolve não deve eliminar da mente das pessoas o fato de que eles também tiveram suas tentações e testes. Maria conta que, enquanto ela estava sobre o burrico, em busca de um lugar onde pudesse dar à luz, José a tranquilizava o tempo todo, garantindo-lhe que eles conseguiriam chegar lá a tempo.
Saint Germain, que estava encarnado como José, disse em um dos seus ditados que não tinha muita certeza de estar tudo bem, mas afirmou isso para confortar Maria; e ela o ouviu, embora também não estivesse muito certa.
Depois do nascimento, o anjo do SENHOR apareceu a José; e José, pelo fato de sua meditação estar voltada para a chama interior, foi capaz de perceber o anjo, ouvir o aviso, aceitar a mensagem e agir de imediato. José seguiu o conselho do anjo, pegou a jovem mãe e a criança e todos fugiram para o Egito. Só que muitas vezes recebemos um aviso e nos sentimos petrificados de medo.
Se vocês tiverem a oportunidade de lerem os textos dos primórdios da Igreja, os quais não foram incluídos na Bíblia, encontrarão relatos que talvez não sejam confiáveis de todo, mas são muito sugestivos a respeito de circunstâncias que podemos muito bem compreender. Houve um período da infância de Jesus no Egito do qual não sabemos por meio das escrituras, um período em que houve liberação de luz através da criança, curas e muitos milagres.
Em nossa viagem ao Egito visitamos a casa em que, segundo a tradição local, a Sagrada Família ficou. Se vocês visitarem aquele país, poderão constatar que as circunstâncias e condições para se criar uma criança de luz lá, são tão difíceis, ou até mais, do que encontraríamos no Ocidente, hoje em dia.
Nossa Senhora nos disse que naquela época não existiam abrigos para os que tinham problemas de saúde, tanto de corpo quando de mente e espírito; devido a isso, havia loucos pelas ruas, havia muita gente perigosa e doente. Tudo isso ela foi obrigada a dês-ver, a fim de enxergar apenas o Cristo perfeito em Jesus.                      

 
Encontrando Deus como Pai e Mãe
O propósito do homem e da mulher na era de Aquário é encontrar a liderança interior como o princípio da Divindade, como Pai e como Mãe. Não há competição entre essas duas esferas da consciência; existe, sim, uma fusão das duas, para que cada um possa fazer nascer o Cristo em si.
As mulheres de hoje em dia devem liderar a senda, pavimentar o caminho, demonstrar a mestria do lado feminino da Divindade que existe dentro delas; devem alcançar a liberdade de elevar as energias de seus chakras, a fim de liberar a luz. Devem expressar a liderança no retorno do Olho Onividente de Deus, no retorno ao Éden, não apenas de forma alegórica, mas na realidade.
Na Lemúria, foi a encarnação da mulher que levou a encarnação do homem a decair da visão do conceito imaculado. A tentação para a queda da consciência veio a Eva, veio à mulher, e o homem a seguiu; portanto, é a mulher que deve liderar agora o retorno ao coração de Deus.
Vemos isso como homem e mulher no indivíduo. Mas devemos ver também que existe a divisão dos papéis de homens e mulheres. As mulheres, então, devem levar o homem de volta à pureza original da consciência de Deus. Elas devem primeiramente alcançar isso, para em seguida ensiná-lo a seus filhos, treinando-os em sua pureza.
O que vemos em nossas cidades hoje? Vemos exatamente o oposto; vemos a traição do papel do masculino, vemos que esse papel está sendo assumido pelas mulheres, que não compreendem o significado da liberação, que não percebem o verdadeiro significado do movimento feminista, que é a revolução da alma. Determinada a não ser mais desprezada por qualquer força, a alma se elevará, a fim de realizar a união alquímica com o Espírito.
Isso não significa que as mulheres devem lutar por igualdades superficiais e insignificantes com o homem. Significa que as mulheres devem liderar o caminho da espiritualidade, porque o lado feminino da divindade dentro de nós é nossa maior manifestação.
É a faculdade de intuição das mulheres que pode proporcionar ao homem a visão para a vitória. A mulher deve conter essa visão dentro de si mesma. Ela deve manter essa visão para seu país, para sua comunidade, para seu planeta. Ser mãe e gerenciar um lar não é simplesmente se fazer de escrava e dona de casa. Gerenciar um lar significa manifestar os fogos do Om, do Sol Central, na matriz, no campo de força, para dar à luz crianças e discipliná-las de acordo com as Leis de Deus.
A mulher cria a mandala por intermédio da qual o homem pode seguir em frente a fim de conquistar a precipitação da abundância em seu trabalho, em sua profissão, em seu chamado. O homem conquista a Matéria através da ação do raio feminino dentro de si mesmo. A mulher deve trazer à tona esse princípio feminino do homem.
Isso não significa que ela deva negar a si mesma a chance de ter uma carreira e seguir uma vocação fora do lar. Ela também pode ter seu labor sagrado e seus filhos podem ajudá-la a realizar isso. Existe um período, porém, se a mulher deseja ser mãe, se deseja ser a Mãe de Deus, em que ela deve pertencer apenas a seus filhos. Quando eles são muito pequenos, quando precisam de sua chama, ela deve estar perto.
Por fim, esses anos realmente passam e a mulher pode seguir seu caminho, ensinando o homem a conquistar a Matéria, a realizar a alquimia do fogo sagrado e a abrir as energias dos chakras.


Elevando o masculino
Fui visitada por uma prostituta, há pouco tempo, que me contou de seu amor pelos homens e do quanto a compaixão que sentia por eles era grande. E eu lhe disse: “Você não tem compaixão, está simplesmente se deixando envolver pela simpatia humana. Está traindo os homens, porque está arrastando as energias deles para o ponto mais baixo da consciência.”
Ela decidiu que tinha uma missão para a Fraternidade, uma missão para os Mestres, que era a de trazer amor para a humanidade. Eu disse: “Você não poderá trazer esse amor, nem ensiná-lo, até que consiga disciplinar os fogos do amor dentro de si mesma. A verdadeira compaixão pelos homens é manter o conceito imaculado que os capacita a elevar as suas energias e a libertar seu potencial nas esferas do Espírito: o raio masculino que sai do chakra da coroa como energias da mente de Deus; as energias masculinas que vêm para o terceiro olho e para a garganta, e que dão ao homem o poder de ser homem.”
Quando vemos fraqueza e perda de qualidade masculina nos homens, devemos atentar para a mulher caída dentro de homens e mulheres que traíram esse princípio masculino. Quando vemos mulheres que não conseguem expressar seu papel de mãe e de imagem da Virgem Cósmica, devemos lembrar que muitas vezes é a própria mulher que permite que suas energias masculinas pervertidas dominem seu potencial feminino. Ela permite que sua mente carnal, o questionamento, a condenação, a irritação, as implicâncias – e todas as qualidades desse tipo que pervertem o masculino, destruam o feminino nelas mesmas, e tanto o masculino quanto o feminino em seu marido e em seus filhos.
Vemos que existe uma responsabilidade igual no homem e na mulher. Precisamos perguntar a nós mesmos: “Será que estamos traindo Deus como Pai em minha vida ao impedir o ímpeto, o impulso da Lei, a energia das qualidades do Espírito que associamos com o homem, tais como a iniciativa, a habilidade de conquistar e de moldar um destino para a família?” Isso tudo também deve estar contido na mulher: quando, porém, na presença do homem, devemos deixar que o homem assuma essa polaridade. No caso de ausência dele, aí sim, devemos assumi-la dentro de nós mesmas.
Também o homem, na presença da mulher, deve expressar deferência pelo raio feminino, concedendo graça e consideração, porque o feminino é o princípio mais elevado dentro dele. É a sua manifestação mais elevada; ela pode alcançar a realização mais elevada de Deus; mas na Terra, por traição e rebelião, alcançou a realização mais baixa. E esse nível mais baixo veio a ele por meio da mulher caída.

O magneto divino
Uma civilização pode se elevar somente até o nível em que a mulher nessa civilização tenha a permissão de se elevar. Isso é verdadeiro para nossa própria consciência individual na era de ouro. Só se você permitir à mulher se elevar dentro de você mesmo, a energia da Kundalini,* como os fogos da pureza, poderá o masculino dentro de você florescer e se expressar. Não existe um meio-Deus. Não se pode excluir o masculino nem o feminino, ou dizer que um é mais importante do que o outro.
* A palavra Kundalini significa, literalmente, “serpente enroscada”. A Kundalini é a energia enroscada em estado de latência no chakra da base da coluna. Ela é a polaridade negativa, na Matéria, do Fogo-Espírito positivo que desce da Presença do EU SOU para o chakra do coração.
Precisamos olhar além das perversões do Deus Pai-Mãe que vemos acontecer no homem e na mulher. Precisamos compreender que, além da ilusão, além do que está acontecendo do lado de fora, existe aquele núcleo de fogo cristalino do ser; e, por meio de nossas orações, recitando a Ave-Maria e o Pai-Nosso, podemos fazer surgir esse potencial um no outro.
Minha experiência tem sido muito rica ao lidar com pessoas que me procuram sem ter noção alguma da luz, sem ter nenhuma consciência do respeito pelo pai ou pela mãe, dentro ou fora, e nenhuma percepção do fluxo de energia. Aprendi que com um pouco de dedicação e um pouco de amor, mostrando às pessoas que nós acreditamos nelas e sabemos que elas podem alcançar essa luz, elas florescem da noite para o dia, transformam-se e se mostram pessoas diferentes.
Aquele molde de barro, aquela concha que antes nos parecia um cadáver ambulante, subitamente se torna o Ser Crístico transfigurado diante de nós. O represamento do verdadeiro masculino e sua perversão por conta da perversão do feminino são revertidos – os homens se tornam homens e as mulheres se tornam mulheres, e não existe mais confusão, porque cada um de nós percebe que tem uma imensa tarefa a cumprir em nossos próprios raios, de modo que não há necessidade de competir ou roubar um do outro esse cargo sagrado que nos foi concedido pela hierarquia.
Já treinei muitos rapazes, filhos de Deus, e os ensinei a ancorar o magneto do raio masculino dentro de seus chakras, dentro de seus corações. Mostrei-lhes como aspirar à senda do celibato e como usar essa energia para ancorar o verdadeiro princípio da Divindade. Expliquei a eles: “Se vocês sonham com uma mulher em seu coração, uma mulher que vocês nunca encontraram, sua chama gêmea, o epítome da beleza, da virtude, da delicadeza e da maternidade, essa mulher pode caminhar a seu lado, se você alcançar a sua virilidade divina.”
E digo a eles, especialmente àqueles que desperdiçaram suas energias e perverteram o fogo sagrado: “Você não possui nada do raio masculino dentro de si para atrair a mulher divina. O que espera, além de problemas e dores nos relacionamentos com as mulheres? Você nunca exaltou o Cristo; nunca posicionou o magneto dentro de você para fazê-lo atrair algo de valor. Não recebe nada que não mereça nesta vida, e só consegue atrair o que você é. Sendo assim, quanto mais você focar os atributos dos Mestres Ascensos que personificam o princípio masculino, quanto mais se tornar a encarnação da força e das virtudes de honra, nobreza e proteção; quanto mais compreender o que a Paternidade de Deus representa, então maior será a possibilidade de você magnetizar, atraindo de algum canto da Terra ou do céu aquele ser divino que é a polaridade exata de quem você é.”
Então eu os submeto por algum tempo a um período de meditação, invocação e serviço, trabalhando para ancorar aquele fogo nos chakras. E pouco a pouco, vejam só... ela surge pela porta, o complemento exato daquele que se dispôs a sacrificar o mau uso de sua energia e a consagrar essa energia a Deus.
Ensino o mesmo às mulheres: “Se você está insatisfeita, não deve culpar ninguém, exceto a si mesma. Quando você se torna a mulher verdadeira, a mãe verdadeira, a manifestação verdadeira do princípio feminino do cosmos, vai encontrar seu complemento divino. E isso poderá se manifestar de muitas formas. Pode ser o indivíduo que caminha lado a lado com você, oferecendo-lhe conforto, compaixão e companhia na vida: ou pode ser um Mestre Ascenso, sua chama gêmea que foi adiante de você, eu está ao seu lado e tão presente, tão próximo que você nunca se vê sozinha, e sente constantemente a plenitude da sua presença.”


Casamento e família
O casamento não é necessariamente a coisa mais importante da vida. O casamento da alma com o Espírito, esse sim, é nosso objetivo. O casamento humano talvez seja a consequência lógica de sua mestria, mas pode não ser o caminho adequado para você. Pode ser que você sinta as energias se elevando dentro de si e a união do masculino com o feminino como uma manifestação tão intensa que não pode tirar sua atenção da ação desse fogo eu está preenchendo todo o seu templo, e você sente que seria uma profanação sair do próprio templo para procurar essa união lá fora.
Tenho certeza de que muitos santos, padres, freiras e devotos em templos budistas, e em outros templos pelo mundo, no Oriente e no Ocidente, encontraram essa união. Não é mistério para mim que eles tenham alcançado a própria unidade por meio de uma vida de devoção.
Assim, os dois caminhos estão abertos. Os Mestres disseram que a família é a unidade básica da era de Aquário, mas a era de Aquário representa também a vinda dos sacerdotes e sacerdotisas da ordem de Melquizedeque. Eles são muito necessários, pois são os mestres nos templos que precipitam, por alquimia celestial, a invenção criativa, a ciência e os gênios de todos os tipos; e fazem tudo isso a partir da fusão do masculino e do feminino dentro deles.
É claro que são necessários os avatares, bem como a encarnação do Verbo. Assim, Nossa Senhora, junto com Jesus, nos deu o entendimento do que é a família; e ela tem se mostrado também preocupada com a importância da espiritualização do ritual do casamento. A troca do fogo sagrado entre o homem e a mulher deve ser o ritual da mais alta devoção a Deus. deve ser uma fusão do corpo causal e da Presença do EU SOU, e não a amalgamação da mente carnal por meio da sensualidade.
Durante o nosso seminário de dois dias denominado “Desígnios da família para a era de Ouro”, gravamos palestras e ditados de Maria, Jesus e Saint Germain sobre a criação de filhos, sobre a preparação pra trazer à manifestação os novos avatares. Há uma maldição, um peso, um senso de pecado e de vergonha sobre toda a raça humana em relação ao sexo; e este sentimento de vergonha não nos foi imposto pela Mãe ou pelo Pai, mas pela grande prostituta.

A antimãe
Vocês já ouviram falar do Anticristo. Pois devem também ter lido no Apocalipse a respeito daquela que é chamada de grande prostituta. A grande prostituta é a perversão da Mulher Divina dentro de você. Vemos que na Atlântida houve uma que foi a encarnação, a personificação da perversão total da Mãe Divina; foi essa mulher que criou o conceito de vergonha e de pecado, a doutrina do pecado original. Foi ela quem inventou o conceito de que “em pecado a minha mãe me concebeu” e isto começou a ser propagado pelos templos. Essa idéia cobriu toda a Terra e inundou a consciência; e homens e mulheres começaram  a se encontrar não mais sob a pureza de um amor que transcende a Matéria, mas sob a sensação de vergonha.
A profanação da chama nessa hora foi a mais insidiosa porque surgiu sob a forma de um conceito, surgiu como uma espécie de filosofia sutil, surgiu como degradação do homem e da mulher. Um homem em estado de vergonha e uma  mulher em estado de vergonha só poderiam produzir uma criação animal, não uma criação imbuída com a concepção imaculada do cristo. Foi nessa hora que os sacerdotes nos templos declararam: “Deus está morto.” E foi daí que surgiu essa frase. Eles declararam que Deus estava morto porque Deus, como Espírito, é uma chama viva, uma alegria nos corações das pessoas e essa chama se apagara.
Nossa Senhora está preocupada, ao entrarmos na era de Aquário, e quer que a pureza, a honra e a fidelidade expressas nos votos do casamento sejam restauradas. E quando os homens e as mulheres aprenderem esta consagração por meio da meditação, terão sua dignidade e o valor de sua alma devolvidos a eles, e acontecerá, no coração da Mãe e no coração de Saint Germain, a transmutação de tudo o que foi colocado sobre nós e que nos fez acreditar que somos uma criação pecaminosa, um resultado errado do sexo.
Entretanto, a perversão desses ensinamentos de Nossa Senhora às vezes leva ao caminho inverso, o caminho da licenciosidade, da falta de moral, do amor livre, do sexo livre, do sexo pervertido e de todas as coisas qeu não são parte da consagração do fogo sagrado. Quando os estudantes dos ensinamentos dos Mestres Ascensos aprendem o caminho verdadeiro, encontram a alegria, a felicidade e a plenitude completa, e não mais a agonia, o sofrimento e o fardo que surgem quando há uma má interpretação e um mau uso dessas energias. 

 





















A crucificação da Mãe
 

Jesus nos demonstrou a caminhada para a crucificação do Pai, do raio masculino. Agora, toda a cena da via dolorosa que se torna a via gloriosa está voltando para a elevação de Deus como Mãe dentro de você, no homem e na mulher. E a luta apenas começou. Acabou de ter início.
O momentum do mundo inteiro contra a liberdade é engendrado pelos caídos, pela consciência de massa, para derrubar essa energia da Mãe em você. É uma força mortífera. Ela ameaça nossa abundância da Mãe, com nosso dinheiro sendo manipulado e perdendo seu valor, e nós não temos mais o padrão-ouro da consciência Crística (e já não o temos há muitos anos). A desvalorização do nosso dinheiro, a manipulação da nossa moeda, o aumento de nossa dívida pública, tudo isso ocorre porque a Mãe é a energia da abundância. Isso tudo são oposições à elevação do raio feminino.
Quero que saibam, porém, que, se vocês estão determinados a ser discípulos dedicados da Mãe, sempre buscando disciplinar os fogos do feminino dentro de vocês, enfrentarão adversidades, e sua determinação deverá ser tão grande quanto elas. Vocês devem ser capazes de enxergar a irrealidade dos caídos e ver que eles não têm poder algum.
Vocês encontrarão uma reação violenta do mundo, dentro de casa e em sua família sempre que a energia do feminino começar a queimar dentro de vocês e a se elevar, especialmente quando ela fizer aumentar a luz da sua aura. Essa é a cruz que deve ser carregada durante este período, o ciclo de dois mil anos em que chegamos às iniciações da Mãe.
Na hora da crucificação, Jesus disse: “Esta é a vossa hora e o poder das trevas.” Deus permitiu que a escuridão penetrasse por todo o Império Romano e o Sinédrio porque isso era necessário para o julgamento. Era necessário que eles atacassem pessoalmente o Cristo a fim de fazer seu carma descer e suas almas serem julgadas pelo ódio à luz que guardaram no coração durante séculos.
A presença do Cristo entre eles precipitou essas trevas. As trevas se alastraram, e assim eles foram julgados. E Jesus disse: “Eu vim a este mundo para juízo.” E assim é. Para o julgamento eu vim; para a separação entre a luz e as trevas pela espada da Verdade: para que os segredos do coração dos homens possam ser conhecidos.
Esse é o trespassar da alma da mãe. Quando foi profetizado que Jesus seria crucificado, Simeão disse a Maria: “Uma espada trespassará a tua própria alma”, porque o raio feminino também deve passar pela crucificação para que os filhos e filhas de Deus possam realizar seu potencial por inteiro.
Quando vocês compreenderem que seu próprio corpo é o corpo da Mãe, pois é a Mater-realização da chama, saberão que todo ataque ao corpo é também um ataque à Mãe Divina. Encher o corpo com veneno de produtos químicos, com comidas que não são integrais, com a poluição da atmosfera, o respirar essa substância, tudo isso representa a negação da Mãe, a crucificação da Mãe, de modo que ela não possa dar à luz o Cristo. Como pode a mulher trazer a pureza da Criança Crística e criar a forma e um templo físico que seja puro para que essa luz possa se expressar se todos os elementos da Matéria estão poluídos?
Precisamos lutar contra a poluição; precisamos lutar contra a lavagem cerebral; precisamos lutar contra a propaganda subliminar. Precisamos lutar contra o que está sendo colocado em nossas mentes e contra o que está se embrenhando em nosso subconsciente, fazendo com que as espirais de escuridão se manifestem na carne.
Visitei alguns países em que vi o rosto das pessoas, quase sem exceção, exibir a marca de algum tipo de distorção da vida, como as que são praticadas ou alcançadas por meio de magia negra ou feitiçaria. Percebi o quanto a crucificação da Mãe Divina foi muito mais longe em algumas nações, pelo fato de a chama da liberdade não ser reverenciada nelas.
Vi nos corpos das pessoas a profanação da Mãe. Não o percebemos porque isso é algo muito traiçoeiro e está um pouco abaixo da superfície da nossa consciência, além de estarmos sujeitos a uma espécie de tratamento de choque. Lemos os jornais e ficamos tão chocados com tudo o que acontece de terrível que ensaiamos um condicionamento imediato, de modo a não termos algum tipo de colapso nervoso pelo que está se passando na sociedade.
Isso tudo é planejado. O tratamento de choque é manter o bombardeio sobre você com as coisas mais absolutamente terríveis que estão acontecendo pelo mundo, e você sabe que é constantemente bombardeado por essas coisas pela mídia, para que no momento em que o controle externo da sua consciência se estabelecer você já esteja condicionado. É o passo seguinte mais lógico e você pensa: “Pois é, as coisas são assim mesmo.”
E é exatamente isso que as pessoas dizem hoje em dia, mesmo quando as coisas mais terríveis estão sendo descobertas. “Pois é, as coisas são assim mesmo.” E as pessoas seguem em frente, complacentes, desiludidas, céticas; e não há mais garra para lutar, porque a consciência não é mais suficientemente masculina, não é mais suficientemente yang, ela não está mais concentrada o bastante no núcleo de fogo branco do ser, a fim de expressar a energia de resistência quando a Mãe está sob ataque. Assim também o masculino dentro de nós não está empregando o poder necessário para defender o feminino dentro de nós, e nos tornamos passivos, verdadeiros capachos dessa onda de carma mundial que se aproxima.

Elevando a Kundalini
Agora, porém, eu sei que, ao recitar o rosário diariamente, essa sintonia me coloca em contato com os mestres do Himalaia que adquiriram a mestria do fogo da Kundalini e com Gautama Buda, que é o Senhor do Mundo, porque ele é o maior devoto da Mãe Divina. Ele tem a maior percepção da Virgem Cósmica e, portanto, adquiriu o direito de ser o Senhor do Mundo.
O rosário me coloca em contato com o fluxo da Mãe através de todo o cosmos e com você, como crianças da Mãe. Eu sinto que estou em seus corações e suas almas todas as manhãs, bem como no coração e alma de todas as crianças do planeta. Sinto o fluxo da Mãe, sinto sua intercessão.
Não faz muito tempo, rezei para Nossa Senhora pedindo sua intercessão por uma alma que estava se virando contra a luz, em um momento de rebeldia, de escuridão, de rejeição aos Mestres, uma alma muito valiosa que fora subjugada pela mente carnal do planeta. Rezei, pedindo a imediata intercessão por ela. Rezei fervorosamente pela salvação daquela alma. Alguns momentos se passaram e a pessoa voltou a mim, expressando um arrependimento total e garantindo: “Eu vou fazer a vontade de Deus.”
A grande beleza e a glória da vinda da Mãe estão sempre lá, e quando você mantém o momentum de sua chama em sua aura, sempre faz contato com ela. É essa rede, esse véu delicado que conecta você com a Mãe Divina, porque você mesmo fez esse pedido. E por essa rede e esse véu flui toda a intercessão, a assistência divina, ou qualquer outra coisa  da qual você precise para sua família e para sua vida.
O recitar o rosário é uma meditação certa e segura para a elevação do fogo da Kundalini. Os Mestres não aprovam a elevação prematura dessas energias. Eles não aprovam a união de casais (especialmente casais que não estão casados) com a finalidade de fazer meditação olhando fixamente nos olhos um do outro, a fim de criar uma conexão através dos chakras, como muitas pessoas ensinam. Isso não é correto, e aqueles que transmitem ensinamentos dessa forma não são representantes da Grande Fraternidade Branca. Isso é uma perversão do fogo sagrado.
Os Mestres recomendam uma elevação muito gradual e controlada dessas energias, que não deve ser forçada. Eles não ensinam que você deve centrar sua senda espiritual na elevação dessa energia. A elevação dessa energia é uma consequência natural da purificação dos chakras.
Quando você usa com intensidade a chama violeta, é como se estivesse criando a pressão do Espírito Santo sobre seu ser. À medida que sua aura vai se inundando com a chama violeta, o barômetro da força de vida da Mãe é, então, forçado a subir. O fogo que sobe é a luz sagrado, que vem no momento determinado por Deus, segundo os ciclos próprios de Deus, conforme seu carma, seu dharma e sua mestria determinam. Você não precisa ficar preocupado com isso; ele simplesmente flui e se eleva quando chega o tempo certo.
Assim, a saudação ao Mater-ray, o Ma-ray, o raio da Mãe em você, é a saudação a toda aquela energia presa no núcleo de fogo branco de seu chakra da base. Ao saudar essa energia, você faz o contato. Ao fazer o arco do contato, a energia vai responder de acordo com os ciclos de sua própria alma.
 
Assim, quando alguém lhe perguntar “Os Mestres ensinam técnicas de meditação? Eles ensinam ioga tântrica? Eles ensinam a promover a elevação da Kundalini?”, essa é a resposta que deve ser dada, uma resposta saudável e magnífica. E quando as crianças começam a fazer essa meditação pelo rosário, ainda muito jovens, acontece o preenchimento natural de seus chakras, a liberação natural da energia da Mãe, e eles ficam contentes, ficam felizes. Já percebi a diferença, quando eles não fazem o rosário – como eles ficam agitados, irritados, implicando uns com os outros, porque não estão com a energia da Mãe.
Todos nós ficamos muito perturbados e todo tipo de coisas acontece na sociedade quando não temos a energia da Mãe. Todo crime é resultado do desespero pela Mãe, do desespero por um pouco de atenção, em uma tentativa de fazer qualquer coisa e fazer tudo – até que finalmente acontece a total profanação dessa energia com assassinatos de todo tipo, porque a Mãe está ausente. Se não temos a Mãe em nossas auras nem fazemos contato diário com ela, estamos incompletos, temos esgotamentos nervosos e nossos corpos se tornam doentes. Essa energia deve estar presente, e existe uma tremenda pressão por isso porque está é a energia da era de Aquário.9
Mãe Maria
Fonte: págs. 129-147, do livro “Mensagens de MARIA para os momentos felizes” Livro III da Trilogia “Mensagens Douradas de Maria”, mensageiros Mark e Elizabeth Clare Prophet, Rio de Janeiro, Nova Era, 2009 (Mensagens Douradas de Maria; v.3)

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