sexta-feira, 24 de maio de 2013

O livre arbítrio não existe

O livre-arbítrio não existe

Postado por Leone Kristofferson em 7 maio 2013 
O livre-arbítrio não existe, dizem neurocientistas

Novas pesquisas sugerem que o que cremos ser escolhas conscientes são decisões automáticas tomadas pelo cérebro. O homem não seria, assim, mais do que um computador de carne
Aretha Yarak

O todo-poderoso cérebro: neurocientistas defendem a tese de que o órgão toma as decisões antes mesmo de pensarmos nelas (Thinkstock)
Saber se os homens são capazes de fazer escolhas e eleger o seu caminho, ou se não passam de joguetes de alguma força misteriosa, tem sido há séculos um dos grandes temas da filosofia e da religião. De certa maneira, a primeira tese saiu vencedora no mundo moderno. Vivemos no mundo de Cássio, um dos personagens da tragédia Júlio César, de William Shakespeare. No começo da peça, o nobre Brutus teme que o povo aceite César como rei, o que poria fim à República, o regime adotado por Roma desde tempos imemoriais. Ele hesita, não sabe o que fazer. É quando Cássio procura induzi-lo à ação. Seu discurso contém a mais célebre defesa do livre-arbítrio encontrada nos livros. "Há momentos", diz ele, "em que os homens são donos de seu fado. Não é dos astros, caro Brutus, a culpa, mas de nós mesmos, se nos rebaixamos ao papel de instrumentos."

Como nem sempre é o caso com os temas filosóficos, a crença no livre-arbítrio tem reflexos bastante concretos no "mundo real". A maneira como a lei atribui responsabilidade às pessoas ou pune criminosos, por exemplo, depende da ideia de que somos livres para tomar decisões, e portanto devemos responder por elas. Mas a vitória do livre-arbítrio nunca foi completa. Nunca deixaram de existir aqueles que acreditam que o destino está escrito nas estrelas, é ditado por Deus, pelos instintos, ou pelos condicionamentos sociais. Recentemente, o exército dos deterministas – para usar uma palavra que os engloba – ganhou um reforço de peso: o dos neurocientistas. Eles são enfáticos: o livre-arbítrio não é mais que uma ilusão. E dizem isso munidos de um vasto arsenal de dados, colhidos por meio de testes que monitoram o cérebro em tempo real. O que muda se de fato for assim?

Mais rápido que o pensamento — Experimentos que vêm sendo realizados por cientistas há anos conseguiram mapear a existência de atividade cerebral antes que a pessoa tivesse consciência do que iria fazer. Ou seja, o cérebro já sabia o que seria feito, mas a pessoa ainda não. Seríamos como computadores de carne - e nossa consciência, não mais do que a tela do monitor. Um dos primeiros trabalhos que ajudaram a colocar o livre-arbítrio em suspensão foi realizado em 2008. O psicólogo Benjamin Libet, em um experimento hoje considerado clássico, mostrou que uma região do cérebro envolvida em coordenar a atividade motora apresentava atividade elétrica uma fração de segundos antes dos voluntários tomarem uma decisão – no caso, apertar um botão. Estudos posteriores corroboraram a tese de Libet, de que a atividade cerebral precede e determina uma escolha consciente.

Um deles foi publicado no periódico científico PLoS ONE, em junho de 2011, com resultados impactantes. O pesquisador Stefan Bode e sua equipe realizaram exames de ressonância magnética em 12 voluntários, todos entre 22 e 29 anos de idade. Assim como o experimento de Libet, a tarefa era apertar um botão, com a mão direita ou a esquerda. Resultado: os pesquisadores conseguiram prever qual seria a decisão tomada pelos voluntários sete segundos antes d eeles tomarem consciência do que faziam.

Biblioteca
Who's in Charge? Free Will and the Science of the Brain

Reprodução


O pai da neurociência cognitiva apresenta argumentos contra o senso comum de que somos guiados pelo livre-arbítrio. Para Gazzaniga, a mente é gerada pelo cérebro, que guiado pelo determinismo biológico define quem nós somos. 

Autor: Michael S. Gazzaniga
Editora: Ecco
Nesses sete segundos entre o ato e a consciência dele, foi possível registrar atividade elétrica no córtex polo-frontal — área ainda pouco conhecida pela medicina, relacionada ao manejo de múltiplas tarefas. Em seguida, a atividade elétrica foi direcionada para o córtex parietal, uma região de integração sensorial. A pesquisa não foi a primeira a usar ressonância magnética para investigar o livre-arbítrio no cérebro. Nunca, no entanto, havia sido encontrada uma diferença tão grande entre a atividade cerebral e o ato consciente.

Patrick Haggard, pesquisador do Instituto de Neurociência Cognitiva e do Departamento de Psicologia da Universidade College London, na Inglaterra, cita experimentos que comprovam, segundo ele, que o sentimento de querer algo acontece após (e não antes) de uma atividade elétrica no cérebro.

"Neurocirurgiões usaram um eletrodo para estimular um determinado local da área motora do cérebro. Como consequência, o paciente manifestou em seguida o desejo de levantar a mão", disse Haggard em entrevista ao site de VEJA. "Isso evidencia que já existe atividade cerebral antes de qualquer decisão que a gente tome, seja ela motora ou sentimental."

O psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade da Vírginia, nos Estados Unidos, demonstrou que grande parte dos julgamentos morais também é feito de maneira automática, com influência direta de fortes sentimentos associados a certo e errado. Não há racionalização. Segundo o pesquisador, certas escolhas morais – como a de rejeitar o incesto – foram selecionadas pela evolução, porque funcionou em diversas situações para evitar descendentes menos saudáveis pela expressão de genes recessivos. É algo inato e, por isso, comum e universal a todas as culturas. Para a neurociência, é mais um dos exemplos de como o cérebro traz à tona algo que aprendeu para conservar a espécie.

386: Agostinho de Hipona

Nos três volumes da obra De Libero Arbitrio (Sobre o livre-arbítrio), Santo Agostinho rebate o maniqueísmo, teoria que defende que o mundo é dividido entre bem e mal. Defensor ferrenho do livre-arbítrio após sua conversão ao cristianismo, Agostinho acreditava que o mal era fruto da liberdade humana mal utilizada. Como Deus havia criado o homem livre para fazer suas próprias escolhas, cabe a ele agir de forma consciente e escolher entre o bem e o mal.

A mente como produto do cérebro — Como o cérebro já se encarregou de decidir o que fazer – e o ato está feito —, é preciso contextualizar a situação. É aí que entra a nossa consciência. Ela também é um produto da atividade cerebral, que surge para dar coerência às nossas ações no mundo. O cérebro toma a decisão por conta própria e ainda convence seu 'dono' que o responsável foi ele.

Em outras palavras: quando você para, pensa e toma decisões pontuais, tem a sensação de que um eu consciente e racional, separado do cérebro, segura as rédeas de sua vida. Mas para cientistas como Michael Gazzaniga, coordenador do Centro para o Estudo da Mente da Universidade da Califórnia e um dos maiores expoentes da neurociência na atualidade, não existe essa diferenciação. Segundo ele, somos um só: o que é cérebro também é mente. A sensação de que existe um eu, que habita e controla o corpo, é apenas o resultado da atividade cerebral que nos engana. "Não há nenhum fantasma na máquina, nenhum material secreto que é você", diz Gazzaniga, que, em seu mais recente livro, Who’s in Charge – Free Will and the Science of the Brain (Quem está no comando – livre-arbítrio e a ciência do cérebro, sem edição em português), esmiúça a mecânica cerebral das decisões. (continue lendo a reportagem)

Michio Kaku, um dos principais físicos da atualidade, explica o livre-arbítrio do ponto de vista da física: Link abaixo.

 

Segundo Gazzaniga, o cérebro humano fabula o tempo todo. A invenção de pequenas histórias para explicar nossas escolhas seria uma maneira sagaz de estruturar nossa experiência cotidiana. Essa estrutura narrativa, segundo Patrick Haggard, tem um significado importante na evolução humana.

"Criar histórias sobre as nossas ações pode ser útil para quando nos depararmos com situações similares no futuro. É assim que iremos decidir como agir, relembrando resultados anteriores", diz. Ou seja, funcionamos na base do acerto e do erro, e da cópia do comportamento de pessoas próximas – principalmente nossos familiares. "Por isso a educação das crianças é tão importante. É um momento em que o cérebro absorve uma grande carga de informações e está sendo moldado, criando parâmetros para saber como se portar, como viver em sociedade." (continue lendo a reportagem)

Steven Pinker, psicólogo da Universidade de Harvard e autor do livro Como a Mente Funciona, fala sobre o livre-arbítrio: Link abaixo.

 

Dúvidas — Em artigo publicado no periódico Advances in Cognitive Psychology, o pesquisador W. R. Klemm coloca em xeque a metodologia usada em diversos dos experimentos recentes da neurociência. Segundo Klemm, que é professor na Universidade do Texas e autor do livro Atoms of Mind. The 'Ghost in the Machine' Materializes (Átomos da mente. O fantasma da máquina se materializa, sem edição no Brasil) alguns estudos sugerem que não é possível medir com precisão o tempo entre o estímulo cerebral e o ato em si. O que poderia colocar abaixo toda a tese da turma de Gazzaniga.

O argumento principal do pesquisador, no entanto, recai sobre a generalização dos testes. "Não é porque algumas escolhas são feitas antes da consciência em uma tarefa, que temos a prova de que toda a vida mental é governada desta maneira", escreve no artigo. Klemm defende ainda a tese de que atividades mais complexas do que apertar um botão ou reconhecer uma imagem devem ser feitas de maneiras muito mais complexas. "Os experimentos feitos são muito limitados."

Ainda que as pesquisas estejam corretas, os próprios neurocientistas reconhecem que a ideia de um mundo sem livre-arbítrio provoca estranhamento. Eles se esforçam, sobretudo, para conciliar sua teoria com o problema da responsabilidade pessoal. "Mesmo que a gente viva em um universo determinista, devemos todos ser responsáveis por nossas ações", afirma Gazzaniga. "A estrutura social entraria em caos se a partir de hoje qualquer um pudesse matar ou roubar, com base no argumento simplista de 'meu cérebro mandou fazer isso'."

Para o cientista cognitivo Steven Pinker, a solução talvez seja manter a ciência e moralidade como dois reinos separados. "Creio que ciência e ética são dois sistemas isolados de que as mesmas entidades fazem uso, assim como pôquer e bridge são dois jogos diferentes que usam o mesmo baralho", escreve ele no livro Como a Mente Funciona. "O livre-arbítrio é uma idealização que torna possível o jogo da ética."

Continuariamos, assim, a viver no mundo descrito por Cássio em Júlio César. "Há momentos em que os homens são donos de seu fado", diz ele. Neurocientistas como Pinker estão prontos a concordar com isso - desde que se entenda o livre-arbítrio como uma ilusão necessária para o jogo das leis e da ética - e desde que se ponha o cérebro o lugar dos astros, como o grande condutor de nossos atos.

Emoção x Razão
Em seu recente livro Thinking, Fast and Slow (Pensando, rápido e devagar, com edição em português prevista para o segundo semestre de 2012), o ganhador do prêmio Nobel de economia de 2002, Daniel Kahneman, defende a tese de que grande parte das nossas decisões são puramente emocionais. Mesmo quando um pessoa acredita que está racionalizando, e que faz um determinado investimento baseado em dados, está, na verdade, agindo pela emoção.

Isso explica por que as pessoas criam empatia por um político apenas pela sua fisionomia ou porque professores tendem a dar melhores notas a alunos que já se destacam. Kahneman ainda discorre sobre a substituição do problema, mecanismo pelo qual criamos opiniões intuitivas sobre assuntos complexos. Quando alguém lhe pergunta, por exemplo: "Quanto você doaria para salvar uma espécie ameaçada?", a pergunta que você responde é "Quão emotivo eu fico quando penso em golfinhos ameaçados?"

Logo abaixo estão dois testes propostos por Kahneman. Segundo a tese do Nobel, a tendência é que você responda às perguntas motivado pela intuição e pelos estereótipos — deixando de lado a pura racionalidade. 

1) Linda é uma mulher de 31 anos, solteira, e muito inteligente. Ela é graduada em filosofia. Enquanto estudante, ela se envolveu profundamente com assuntos como discriminação e injustiça social, e participou de demonstrações antinucleares. Qual a afirmativa correta?

a) Linda é caixa de banco
b) Linda é uma caixa de banco e participa ativamente do movimento feminista

Solução: Nas respostas de todos os grupos avaliados por Kahenaman, houve um consenso: quase 90% dos participantes colocaram a opção caixa de banco e feminista com altos índices de probabilidade. Mas a probabilidade de que Linda seja uma caixa feminista é menor do que a de ser apenas uma caixa de banco. Aqui, fica estabelecido um conflito entre a intuição de representatividade e a lógica de probabilidade. Pela lógica (e não a intuição e o estereótipo), Linda seria apenas uma caixa de banco.

2) Quantos encontros amorosos você teve mês passado?
a) 1 – 3
b) 3 – 5
c) 0

Numa escala de 1 a 5, o quão feliz você está se sentindo esses dias (sendo 5 o mais feliz)?
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

Solução: Independente de como foi sua resposta, é bastante provável que a resposta à segunda pergunta esteja diretamente relacionada com a primeira. Se você teve poucos encontros, vai se sentir menos feliz – e vice-versa. Entretanto, quando as mesmas perguntas são feitas em ordens trocadas, a quantidade de encontros não influencia o quão feliz a pessoa se acha. Quando deparado com uma pergunta objetiva (quanto encontros teve no mês), seguida por outra subjetiva (felicidade), a resposta da primeira acaba por influenciar a segunda. Essa projeção é chamada de substituição.

Link: http://migre.me/erbV2
O livre arbítrio não existe

O livre arbítrio não existe, dizem neurocientistas

... Novas pesquisas sugerem que o que cremos ser escolhas conscientes são decisões automáticas tomadas pelo cérebro. O homem não seria, assim, mais do que um computador de carne
Aretha Yarak

O todo-poderoso cérebro: neurocientistas defendem a tese de que o órgão toma as decisões antes mesmo de pensarmos nelas (Thinkstock)

Saber se os homens são capazes de fazer escolhas e eleger o seu caminho, ou se não passam de joguetes de alguma força misteriosa, tem sido há séculos um dos grandes temas da filosofia e da religião. De certa maneira, a primeira tese saiu vencedora no mundo moderno. Vivemos no mundo de Cássio, um dos personagens da tragédia Júlio César, de William Shakespeare. No começo da peça, o nobre Brutus teme que o povo aceite César como rei, o que poria fim à República, o regime adotado por Roma desde tempos imemoriais. Ele hesita, não sabe o que fazer. É quando Cássio procura induzi-lo à ação. Seu discurso contém a mais célebre defesa do livre-arbítrio encontrada nos livros. "Há momentos", diz ele, "em que os homens são donos de seu fado. Não é dos astros, caro Brutus, a culpa, mas de nós mesmos, se nos rebaixamos ao papel de instrumentos."

Como nem sempre é o caso com os temas filosóficos, a crença no livre-arbítrio tem reflexos bastante concretos no "mundo real". A maneira como a lei atribui responsabilidade às pessoas ou pune criminosos, por exemplo, depende da ideia de que somos livres para tomar decisões, e portanto devemos responder por elas. Mas a vitória do livre-arbítrio nunca foi completa. Nunca deixaram de existir aqueles que acreditam que o destino está escrito nas estrelas, é ditado por Deus, pelos instintos, ou pelos condicionamentos sociais. Recentemente, o exército dos deterministas – para usar uma palavra que os engloba – ganhou um reforço de peso: o dos neurocientistas. Eles são enfáticos: o livre-arbítrio não é mais que uma ilusão. E dizem isso munidos de um vasto arsenal de dados, colhidos por meio de testes que monitoram o cérebro em tempo real. O que muda se de fato for assim?

Mais rápido que o pensamento — Experimentos que vêm sendo realizados por cientistas há anos conseguiram mapear a existência de atividade cerebral antes que a pessoa tivesse consciência do que iria fazer. Ou seja, o cérebro já sabia o que seria feito, mas a pessoa ainda não. Seríamos como computadores de carne - e nossa consciência, não mais do que a tela do monitor. Um dos primeiros trabalhos que ajudaram a colocar o livre-arbítrio em suspensão foi realizado em 2008. O psicólogo Benjamin Libet, em um experimento hoje considerado clássico, mostrou que uma região do cérebro envolvida em coordenar a atividade motora apresentava atividade elétrica uma fração de segundos antes dos voluntários tomarem uma decisão – no caso, apertar um botão. Estudos posteriores corroboraram a tese de Libet, de que a atividade cerebral precede e determina uma escolha consciente.

Um deles foi publicado no periódico científico PLoS ONE, em junho de 2011, com resultados impactantes. O pesquisador Stefan Bode e sua equipe realizaram exames de ressonância magnética em 12 voluntários, todos entre 22 e 29 anos de idade. Assim como o experimento de Libet, a tarefa era apertar um botão, com a mão direita ou a esquerda. Resultado: os pesquisadores conseguiram prever qual seria a decisão tomada pelos voluntários sete segundos antes d eeles tomarem consciência do que faziam.

Biblioteca
Who's in Charge? Free Will and the Science of the Brain

Reprodução

O pai da neurociência cognitiva apresenta argumentos contra o senso comum de que somos guiados pelo livre-arbítrio. Para Gazzaniga, a mente é gerada pelo cérebro, que guiado pelo determinismo biológico define quem nós somos.

Autor: Michael S. Gazzaniga
Editora: Ecco
Nesses sete segundos entre o ato e a consciência dele, foi possível registrar atividade elétrica no córtex polo-frontal — área ainda pouco conhecida pela medicina, relacionada ao manejo de múltiplas tarefas. Em seguida, a atividade elétrica foi direcionada para o córtex parietal, uma região de integração sensorial. A pesquisa não foi a primeira a usar ressonância magnética para investigar o livre-arbítrio no cérebro. Nunca, no entanto, havia sido encontrada uma diferença tão grande entre a atividade cerebral e o ato consciente.

Patrick Haggard, pesquisador do Instituto de Neurociência Cognitiva e do Departamento de Psicologia da Universidade College London, na Inglaterra, cita experimentos que comprovam, segundo ele, que o sentimento de querer algo acontece após (e não antes) de uma atividade elétrica no cérebro.

"Neurocirurgiões usaram um eletrodo para estimular um determinado local da área motora do cérebro. Como consequência, o paciente manifestou em seguida o desejo de levantar a mão", disse Haggard em entrevista ao site de VEJA. "Isso evidencia que já existe atividade cerebral antes de qualquer decisão que a gente tome, seja ela motora ou sentimental."

O psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade da Vírginia, nos Estados Unidos, demonstrou que grande parte dos julgamentos morais também é feito de maneira automática, com influência direta de fortes sentimentos associados a certo e errado. Não há racionalização. Segundo o pesquisador, certas escolhas morais – como a de rejeitar o incesto – foram selecionadas pela evolução, porque funcionou em diversas situações para evitar descendentes menos saudáveis pela expressão de genes recessivos. É algo inato e, por isso, comum e universal a todas as culturas. Para a neurociência, é mais um dos exemplos de como o cérebro traz à tona algo que aprendeu para conservar a espécie.

386: Agostinho de Hipona

Nos três volumes da obra De Libero Arbitrio (Sobre o livre-arbítrio), Santo Agostinho rebate o maniqueísmo, teoria que defende que o mundo é dividido entre bem e mal. Defensor ferrenho do livre-arbítrio após sua conversão ao cristianismo, Agostinho acreditava que o mal era fruto da liberdade humana mal utilizada. Como Deus havia criado o homem livre para fazer suas próprias escolhas, cabe a ele agir de forma consciente e escolher entre o bem e o mal.

A mente como produto do cérebro — Como o cérebro já se encarregou de decidir o que fazer – e o ato está feito —, é preciso contextualizar a situação. É aí que entra a nossa consciência. Ela também é um produto da atividade cerebral, que surge para dar coerência às nossas ações no mundo. O cérebro toma a decisão por conta própria e ainda convence seu 'dono' que o responsável foi ele.

Em outras palavras: quando você para, pensa e toma decisões pontuais, tem a sensação de que um eu consciente e racional, separado do cérebro, segura as rédeas de sua vida. Mas para cientistas como Michael Gazzaniga, coordenador do Centro para o Estudo da Mente da Universidade da Califórnia e um dos maiores expoentes da neurociência na atualidade, não existe essa diferenciação. Segundo ele, somos um só: o que é cérebro também é mente. A sensação de que existe um eu, que habita e controla o corpo, é apenas o resultado da atividade cerebral que nos engana. "Não há nenhum fantasma na máquina, nenhum material secreto que é você", diz Gazzaniga, que, em seu mais recente livro, Who’s in Charge – Free Will and the Science of the Brain (Quem está no comando – livre-arbítrio e a ciência do cérebro, sem edição em português), esmiúça a mecânica cerebral das decisões. (continue lendo a reportagem)

Michio Kaku, um dos principais físicos da atualidade, explica o livre-arbítrio do ponto de vista da física:

Segundo Gazzaniga, o cérebro humano fabula o tempo todo. A invenção de pequenas histórias para explicar nossas escolhas seria uma maneira sagaz de estruturar nossa experiência cotidiana. Essa estrutura narrativa, segundo Patrick Haggard, tem um significado importante na evolução humana.

"Criar histórias sobre as nossas ações pode ser útil para quando nos depararmos com situações similares no futuro. É assim que iremos decidir como agir, relembrando resultados anteriores", diz. Ou seja, funcionamos na base do acerto e do erro, e da cópia do comportamento de pessoas próximas – principalmente nossos familiares. "Por isso a educação das crianças é tão importante. É um momento em que o cérebro absorve uma grande carga de informações e está sendo moldado, criando parâmetros para saber como se portar, como viver em sociedade." (continue lendo a reportagem)

Steven Pinker, psicólogo da Universidade de Harvard e autor do livro Como a Mente Funciona, fala sobre o livre-arbítrio:

Dúvidas — Em artigo publicado no periódico Advances in Cognitive Psychology, o pesquisador W. R. Klemm coloca em xeque a metodologia usada em diversos dos experimentos recentes da neurociência. Segundo Klemm, que é professor na Universidade do Texas e autor do livro Atoms of Mind. The 'Ghost in the Machine' Materializes (Átomos da mente. O fantasma da máquina se materializa, sem edição no Brasil) alguns estudos sugerem que não é possível medir com precisão o tempo entre o estímulo cerebral e o ato em si. O que poderia colocar abaixo toda a tese da turma de Gazzaniga.

O argumento principal do pesquisador, no entanto, recai sobre a generalização dos testes. "Não é porque algumas escolhas são feitas antes da consciência em uma tarefa, que temos a prova de que toda a vida mental é governada desta maneira", escreve no artigo. Klemm defende ainda a tese de que atividades mais complexas do que apertar um botão ou reconhecer uma imagem devem ser feitas de maneiras muito mais complexas. "Os experimentos feitos são muito limitados."

Ainda que as pesquisas estejam corretas, os próprios neurocientistas reconhecem que a ideia de um mundo sem livre-arbítrio provoca estranhamento. Eles se esforçam, sobretudo, para conciliar sua teoria com o problema da responsabilidade pessoal. "Mesmo que a gente viva em um universo determinista, devemos todos ser responsáveis por nossas ações", afirma Gazzaniga. "A estrutura social entraria em caos se a partir de hoje qualquer um pudesse matar ou roubar, com base no argumento simplista de 'meu cérebro mandou fazer isso'."

Para o cientista cognitivo Steven Pinker, a solução talvez seja manter a ciência e moralidade como dois reinos separados. "Creio que ciência e ética são dois sistemas isolados de que as mesmas entidades fazem uso, assim como pôquer e bridge são dois jogos diferentes que usam o mesmo baralho", escreve ele no livro Como a Mente Funciona. "O livre-arbítrio é uma idealização que torna possível o jogo da ética."

Continuariamos, assim, a viver no mundo descrito por Cássio em Júlio César. "Há momentos em que os homens são donos de seu fado", diz ele. Neurocientistas como Pinker estão prontos a concordar com isso - desde que se entenda o livre-arbítrio como uma ilusão necessária para o jogo das leis e da ética - e desde que se ponha o cérebro o lugar dos astros, como o grande condutor de nossos atos.

Emoção x Razão

Em seu recente livro Thinking, Fast and Slow (Pensando, rápido e devagar, com edição em português prevista para o segundo semestre de 2012), o ganhador do prêmio Nobel de economia de 2002, Daniel Kahneman, defende a tese de que grande parte das nossas decisões são puramente emocionais. Mesmo quando um pessoa acredita que está racionalizando, e que faz um determinado investimento baseado em dados, está, na verdade, agindo pela emoção.

Isso explica por que as pessoas criam empatia por um político apenas pela sua fisionomia ou porque professores tendem a dar melhores notas a alunos que já se destacam. Kahneman ainda discorre sobre a substituição do problema, mecanismo pelo qual criamos opiniões intuitivas sobre assuntos complexos. Quando alguém lhe pergunta, por exemplo: "Quanto você doaria para salvar uma espécie ameaçada?", a pergunta que você responde é "Quão emotivo eu fico quando penso em golfinhos ameaçados?"

Logo abaixo estão dois testes propostos por Kahneman. Segundo a tese do Nobel, a tendência é que você responda às perguntas motivado pela intuição e pelos estereótipos — deixando de lado a pura racionalidade.

1) Linda é uma mulher de 31 anos, solteira, e muito inteligente. Ela é graduada em filosofia. Enquanto estudante, ela se envolveu profundamente com assuntos como discriminação e injustiça social, e participou de demonstrações antinucleares. Qual a afirmativa correta?

a) Linda é caixa de banco
b) Linda é uma caixa de banco e participa ativamente do movimento feminista

Solução: Nas respostas de todos os grupos avaliados por Kahenaman, houve um consenso: quase 90% dos participantes colocaram a opção caixa de banco e feminista com altos índices de probabilidade. Mas a probabilidade de que Linda seja uma caixa feminista é menor do que a de ser apenas uma caixa de banco. Aqui, fica estabelecido um conflito entre a intuição de representatividade e a lógica de probabilidade. Pela lógica (e não a intuição e o estereótipo), Linda seria apenas uma caixa de banco.

2) Quantos encontros amorosos você teve mês passado?
a) 1 – 3
b) 3 – 5
c) 0

Numa escala de 1 a 5, o quão feliz você está se sentindo esses dias (sendo 5 o mais feliz)?
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

Solução: Independente de como foi sua resposta, é bastante provável que a resposta à segunda pergunta esteja diretamente relacionada com a primeira. Se você teve poucos encontros, vai se sentir menos feliz – e vice-versa. Entretanto, quando as mesmas perguntas são feitas em ordens trocadas, a quantidade de encontros não influencia o quão feliz a pessoa se acha. Quando deparado com uma pergunta objetiva (quanto encontros teve no mês), seguida por outra subjetiva (felicidade), a resposta da primeira acaba por influenciar a segunda. Essa projeção é chamada de substituição.

Link: http://migre.me/erbV2

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Roda da cura

RODA DA CURA.......

A PRÁTICA CORRETA DO BEM

Praticar o bem não é fazer tudo pelo outro.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos contrariar uma pessoa e deixar que ele faça algo sozinha.

Para fazer o bem, algumas vezes precisamos deixar que a pessoa caminhe por si mesma.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos saber dizer não na hora certa, e não nos submetermos aos caprichos do outro.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos deixar nossos filhos errarem sozinhos, pois só pela dura experiência do erro cometido é que virá o aprendizado e o amadurecimento.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos não responder uma pergunta, mas estimular uma reflexão e deixar que o outro chegue a resposta sozinho.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos mostrar a verdade ao outro, por mais doloroso que seja para ele.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos dizer a pessoa que ela está sendo invasiva e impor alguns limites.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos terminar uma relação que já está desgastada e dissolver antigas raízes de apego ao outro.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos elucidar comportamentos inoportunos que o outro insiste em praticar.

Para fazer o bem, algumas vezes é necessário retirar regalias, privilégios e confortos, para provocar um movimento que levará a pessoa sair do comodismo.

Fazer o bem é dar com amor, mas o amor também pressupõe retirar algo para que a pessoa aprenda a conquistar sozinha.

CATURAMA!
RODA DA CURA.......



A PRÁTICA CORRETA DO BEM

Praticar o bem não é fazer tudo pelo outro....

Para fazer o bem, algumas vezes devemos contrariar uma pessoa e deixar que ele faça algo sozinha.

Para fazer o bem, algumas vezes precisamos deixar que a pessoa caminhe por si mesma.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos saber dizer não na hora certa, e não nos submetermos aos caprichos do outro.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos deixar nossos filhos errarem        sozinhos, pois só pela dura experiência do erro cometido é que virá o aprendizado e o amadurecimento.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos não responder uma pergunta, mas estimular uma reflexão e deixar que o outro chegue a resposta sozinho.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos mostrar a verdade ao outro, por mais doloroso que seja para ele.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos dizer a pessoa que ela está sendo invasiva e impor alguns limites.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos terminar uma relação que já está desgastada e dissolver antigas raízes de apego ao outro.

Para fazer o bem, algumas vezes devemos elucidar comportamentos inoportunos que o outro insiste em praticar.

Para fazer o bem, algumas vezes é necessário retirar regalias, privilégios e confortos, para provocar um movimento que levará a pessoa sair do comodismo.

Fazer o bem é dar com amor, mas o amor também pressupõe retirar algo para que a pessoa aprenda a conquistar sozinha.

CATURAMA!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Olhando atrás de você



http://3.bp.blogspot.com/-5XRHslHPl6Q/TkkPzgLe4cI/AAAAAAAAAAc/8E-2hxDD3ZI/s1600/Telepatia.png 

Durante eras vocês aprenderam que Deus está fora do seu domínio, em algum lugar nas profundezas do espaço. Muitos de vocês têm acreditado nisso e aceitado isso como uma verdade.

Porém Deus, a causa principal de toda vida, nunca esteve fora de vocês - ele é vocês.

Ele é o maravilhoso processo de pensar, a inteligência suprema que jaz silenciosa e sempre presente no interior do homem.

Foi-lhes ensinado que vocês nasceram apenas para viver em um momento do tempo, para envelhecer e então morrer. Por acreditarem que era verdade, isso realmente se tornou a realidade de sua vida sobre este plano.

Mas eu estou aqui para ajudá-los a perceber que na verdade vocês são uma essência contínua e imortal que tem vivido há bilhões de anos - desde que Deus, seu amado Pai, a totalidade do pensamento, contemplou a si mesmo no brilho da luz, que cada um de vocês se tornou.

Foi quando cada um de vocês veio a ser único, soberano e uma parte eterna da Mente de Deus.

Foi-lhes ensinado que Deus é uma entidade singular que, com suas mãos, fez o céu e a terra e então criou a criatura viva chamada homem. Mas são vocês, os possuidores da inteligência divina e do livre-arbítrio, que são os grandes criadores de toda a vida.

São vocês que criaram o sol da manhã, o céu da tarde e o encanto de todas as coisas que existem.

São vocês que na verdade criaram a criatura notável chamada homem de modo que vocês, que eram luzes brilhantes no vazio do espaço, pudessem experienciar toda a maravilha de suas formas criadas.

Meus amados irmãos, a compreensão de quem é cada um de vocês constitui na verdade uma série de ilusões que vocês têm vivido por milhares de anos.

Vocês são mais do que meramente humanos. São muito, muito maiores do que a criatura limitada chamada homem.

Vocês são Deus.

Vocês sempre foram; sempre serão.

São os grandes criadores imortais que têm vivido aqui, vida após vida, para atingir essa grande compreensão que vocês permitiram que lhes fosse tirada (esquecida).

Todos vocês são o próprio Deus criado de si mesmo.

Vocês são deuses criados por Deus, primeira e única criação direta da Fonte de toda a vida.

Em suas aventuras na exploração da vida, vocês integraram sua suprema inteligência com a matéria celular para tornarem-se Deus-homem: a Mente de Deus expressando-se na forma chamada humanidade; Deus vivendo no maravilhamento de sua própria criação, denominada homem.

Homens, mulheres, humanidade, são na verdade Deus, esplendidamente disfarçados de entidades limitadas e infelizes.

Quem é você? Por que está aqui?

Qual o seu propósito e seu destino? Você pensa que você é meramente fruto da coincidência, nascido para viver um punhado de tempo e depois não existir mais ? Realmente ?

O que faz você pensar que não viveu antes? Por que agora? E por que você?

Você viveu sobre este plano milhares de vidas e você veio e foi como um vento instável. Você viveu cada rosto, cada cor, cada credo, cada religião. Você guerreou e guerrearam com você. Você foi rei e servo. Foi marinheiro e capitão. Foi conquistador e conquistado.

Você foi tudo que existe em todas as suas compreensões históricas. Por quê? Para o propósito do sentimento, para o propósito da sabedoria, para o propósito de identificar o maior mistério de todos os tempos - você!

De onde você pensa que veio? Pensa que é simplesmente um amontoado desprezível de massa celular que evoluiu a partir de uma única célula?

Então quem é que escuta tão atentamente por detrás de seus olhos? Qual é a essência que lhe dá sua unicidade e personalidade, seu caráter e seu "tempero", sua capacidade para amar, para abraçar, para ter esperança, para sonhar, e o poder de criar?

E onde você acumula toda a inteligência, todo o conhecimento, toda a sabedoria que manifesta, mesmo quando é uma criancinha? Você pensa que se tornou o que é foi meramente em uma vida, e que é apenas um sopro na eternidade?

Tudo o que você é, você se tornou na vastidão do tempo ao viver vida após vida. E de cada uma dessas experiências de vida, você conquistou a sabedoria que ajudou a formular a unicidade e a beleza chamada você.

Você não tem preço, é belo demais para ter sido criado por apenas em um momento delimitado na eternidade do tempo.

Você pensa que seus pais o criaram? Eles são seus pais genéticos, porém não criaram você. Numa compreensão mais ampla, eles são seus irmãos amados - e você é na verdade tão velho quanto eles, pois todas as entidades foram criadas no mesmo momento.

Todas nasceram quando Deus, o grande e magnífico pensamento, contemplou e expandiu a si mesmo na resplandecência da luz. Foi aí que você veio a existir; foi quando você nasceu.

Seu verdadeiro pai é Deus, o Princípio Mãe-Pai de toda vida.

Você pensa que seu corpo é você? Não é. Seu corpo é apenas um disfarce que representa a essência invisível que é sua verdadeira identidade: a série de sentimentos-atitudes, chamada seu ser-personalidade, que está dentro de sua incorporação.

Pondere isso por um momento, o que você ama em outra entidade? É o corpo? Não, não é. É a essência do outro que você ama, o ser-personalidade invisível que jaz por detrás dos olhos.

O que você ama no outro é a essência invisível que faz o corpo funcionar - que faz os olhos cintilarem, que torna a voz melodiosa, que faz o cabelo brilhar e as mãos terem tato.

Seu corpo é na verdade uma máquina maravilhosa e refinada, mas não é nada sem aquilo que o faz funcionar, que é você.

O que você é não é sua corporificação, mas uma série de pensamentos ou sentimentos-atitudes que se apresentam como um ser-personalidade único.

E você alguma vez já viu seus pensamentos? Você já viu sua personalidade? E quanto ao seu riso - você pode ouvi-lo sem seu corpo?

Você não concebe quão grande você realmente é, porque o que você é realmente é tão invisível quanto o vento. Do mesmo modo que eu sou um enigma para você, você o é para si mesmo - o maior de todos os enigmas.

Você sabe o que é, sem seu fingimento? Sem as máscaras que usa? Sem sua armadura de coração endurecido? No âmago do seu ser, você é na verdade Deus. Deus, o grande mistério da humanidade, nunca esteve fora de você.

Pois o que está por detrás de seus olhos, por baixo de sua fina roupa de linho, para além da ilusão de sua face, é a virtude invisível do pensamento chamada Deus: o ser-personalidade que faz você ser você.

O Deus dentro de você é a inteligência sublime que lhe dá crédito e poder de criar. É a maravilhosa força-vida que mantém sua vida para sempre e sempre e sempre.

O corpo que você habita é uma criação magnífica de Deus - você e seus irmãos amados. Ele foi criado de maneira tal que você, uma essência invisível de pensamento e emoção, pudesse interagir com a vida que você criou sobre este plano.

A criatura chamada homem foi criada simplesmente como um veículo através do qual Deus pudesse expressar-se - de tal modo que, através dos sentidos da incorporação, todas as criações sobre este plano pudessem ser experienciadas e compreendidas pelos deuses que as criaram no princípio.

O corpo foi criado para abrigar um sistema elétrico de variáveis de luz extremamente complexo que constituem o verdadeiro ser-entidade.

O que você realmente é não é o tamanho de seu corpo. Você é uma pequena centelha de luz! Na pequenez de seu ser está coletado tudo que você já foi desde que nasceu de Deus, seu Pai amado.

Você, o princípio-Deus, não é uma entidade de carne e osso. Você é uma energia de princípio de luz circular, chamejante e pura vivendo dentro de um corpo para obter o presente da vida criativa chamado emoção.

O que você verdadeiramente é, é aquilo que você habita; é o que você sente. Você é conhecido por suas emoções, não por seu corpo. O que você é realmente, é espírito e alma, uma entidade de luz e uma entidade emocional combinadas.

Seu espírito - esse pequeno ponto de luz envolve todas as estruturas moleculares de corpo; portanto, ele abriga e suporta a massa de sua corporificação. Sua alma jaz dentro de ti, próxima de seu coração, numa cavidade sob um escudo de ossos onde nada existe exceto energia elétrica.

Sua alma grava e armazena - sob a forma de emoção - cada pensamento que você já formulou. É devido à coletividade única de emoções armazenadas dentro de sua alma que você tem um ego-identidade ou ser-personalidade único.

O corpo que você habita é simplesmente uma carruagem, um veículo escolhido e refinado que lhe permite viver e brincar sobre o plano da matéria. Todavia, através de seu veículo você imergiu na ilusão de que seu corpo é quem você é.

Ele não é. Assim como Deus não tem imagem, você também não tem.

Ramtha





Ramtha viveu como um homem à 35.000 anos atrás no desaparecido continente da Lemúria. Durante a sua vida como um guerreiro conquistador, e através da sua própria observação, reflexão e contemplação ele aprendeu os segredos da imortalidade e tornou-se iluminado. Memórias e ensinamentos da sua vida existem em vários vestígios arqueológicos da Índia e do Egipto e também na literatura Hindu. É apresentado no documentário Quem Somos Nós? em meio a vários cientistas, devido a complexidade e profundidade de seus ensinamentos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Projeção Mental

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O mundo é uma projeção da nossa psique individual, coletada numa tela global; o mundo é ferido ou curado em função de cada pensamento que tivermos. Na mesma medida em que me recuso a encarar os problemas mais profundos que me impedem de fazer as coisas, o mundo também ficará impedido de evoluir. Por outro lado, o quanto eu avançar, depois de ter descoberto a chave milagrosa para a transformação de minha própria vida, será a minha ajuda para mudar o mundo. 

Até o momento, parece que temos grande resistência em olhar para nossa vida e para nosso mundo com honestidade emocional. E acho que estamos procurando evitar mais dor. Estamos evitando aquela sensação de desesperança que achamos que vamos sentir quando nos confrontarmos com a enormidade das forças que obstruem nosso caminho. 

Entretanto, a verdade é que só conseguiremos finalmente enxergar a luz quando encararmos a escuridão – a escuridão em nós e no mundo. Esta é a alquimia da transformação pessoal. Bem no meio da noite mais escura e profunda, quando nos sentimos esmagados pela vida, a sombra esmaecida de nossas asas começa a aparecer. 

Só depois que encararmos os limites daquilo que podemos fazer é que começa a se manifestar em nós a infinidade do que Deus é capaz. As profundezas da escuridão, ao se confrontarem com nosso mundo, vão revelar a mágica de quem somos de verdade. Somos espirito e, desse modo, somos mais que o mundo. Quando nos lembrarmos disso, o mundo inteiro vai se dobrar a esta recordação.
Marianne Williamson

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Roda do Tempo

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Permanecer no próprio eu durante muito tempo produz uma fadiga terrível. Um homem nessa posição fica surdo e cego para tudo o mais. A própria fadiga o impede de ver as maravilhas que estão a sua volta.

Sentir-se importante faz a pessoa tornar-se pesada, desajeitada e vaidosa. Para ser um guerreiro, é preciso ser leve e fluido.
...
Um guerreiro tem de saber, antes de mais nada, que seus atos são inúteis e que, no entanto, ele tem de proceder como se não o soubesse. Esta é a loucura controlada de um xamã.

Um guerreiro escolhe um caminho com coração, qualquer caminho com coração, e o segue; e então ele se regozija e ri. Ele sabe por que vê que sua vida estará terminada muito depressa. Ele vê que nada é mais importante do que qualquer outra coisa.

Carlos Castaneda

sexta-feira, 17 de maio de 2013

شاومبرا : Comece por você

شاومبرا : Comece por você:     Sim, há problemas, eu concordo. Há grandes problemas. O mundo é um inferno. Na vida encontramos a infelicidade, a pobreza,...

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Defeitos e qualidades

DEFEITOS E QUALIDADES
Postado por Dilca Maria do Espírito Santo

Devem ser postos ao Serviço de um Ideal.

"Toda a gente vos dirá que as Qualidades são preferíveis aos Defeitos e as Virtudes preferíveis  aos Vícios.

Mas a Verdade é que as qualidades e as virtudes não têm, em si, valor absoluto.

Muitas pessoas possuem grandes Qualidades, mas o que fazem com elas? Nada.

Ao passo que outras têm graves defeitos, mas estão Conscientes deles e querem melhorar-se; então, ao trabalharem todos os dias para se Modificar, elas tornam-se capazes de Realizar grandes coisas.

Se elas não tivessem esses defeitos, provavelmente não fariam nada.

 Sim, tem-se visto pessoas realizarem grandes proezas à custa do trabalho que fazem para superar os seus defeitos; ao passo que outras, satisfeitas com as suas Qualidades, deixam-se andar.

Pois bem, ficai a saber que o Céu não dá dois cêntimos por aquilo que nós somos, ele só considera o que nós Procuramos Realizar com aquilo que temos e aquilo que nos falta.


A única coisa que interessa para ele é o Trabalho que fazemos sobre nós mesmos para pôr, tanto os nossos Defeitos como as nossas Qualidades, ao Serviço de um Alto Ideal."

 
Omraam Mikhaël Aïvanhov
(Editora Prosveta)


Ordem Universal dos Seres Estelares - O.U.S.E.
Rua Antonio Camardo, 743 - Tatuapé - São Paulo - SP
www.ordemuniversal.com.br


ૐ.HAJA LUZ , HAJA LUZ , HAJA LUZ !.ॐ***




Devem ser postos ao Serviço de um Ideal.

... "Toda a gente vos dirá que as Qualidades são preferíveis aos Defeitos e as Virtudes preferíveis aos Vícios.

Mas a Verdade é que as qualidades e as virtudes não têm, em si, valor absoluto.

Muitas pessoas possuem grandes Qualidades, mas o que fazem com elas? Nada.

Ao passo que outras têm graves defeitos, mas estão Conscientes deles e querem melhorar-se; então, ao trabalharem todos os dias para se Modificar, elas tornam-se capazes de Realizar grandes coisas.

Se elas não tivessem esses defeitos, provavelmente não fariam nada.

Sim, tem-se visto pessoas realizarem grandes proezas à custa do trabalho que fazem para superar os seus defeitos; ao passo que outras, satisfeitas com as suas Qualidades, deixam-se andar.

Pois bem, ficai a saber que o Céu não dá dois cêntimos por aquilo que nós somos, ele só considera o que nós Procuramos Realizar com aquilo que temos e aquilo que nos falta.


A única coisa que interessa para ele é o Trabalho que fazemos sobre nós mesmos para pôr, tanto os nossos Defeitos como as nossas Qualidades, ao Serviço de um Alto Ideal."


Omraam Mikhaël Aïvanhov
(Editora Prosveta)


Ordem Universal dos Seres Estelares - O.U.S.E.
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

شاومبرا : O que é ser um vegetariano

شاومبرا : O que é ser um vegetariano: Para cortar o consumo de carnes da dieta é preciso atenção aos hábitos alimentares, de forma a garantir todos os nutrientes essencia...

شاومبرا : Desperta-Dor

شاومبرا : Desperta-Dor:   "Na Índia, os Mestres sempre dizem que os problemas são despertadores que tentam despertar as pessoas para alguma coisa n...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Seja poroso

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 As pessoas são duras. A vida as prepara para serem duras, porque as prepara para lutar. Lentamente, lentamente, elas perdem toda a delicadeza interior, tornam-se duras como rochas - e uma pessoa dura como rocha é uma pessoa morta. Ela só vive da boca para fora, não vive verdadeiramente.

A verdadeira vida consiste em delicadeza, vulnerabilidade, abertura. Não tenha medo da existência: ela cuida de você, ama você. Não é necessário lutar contra ela.
A existência está disposta a lhe dar mais do que você pode pedir ou sequer imaginar. Mas a existência só poderá lhe dar se você for suave, delicado, vulnerável. Se você for poroso, ela entrará por todos os lados.

... Seja poroso, seja aberto para a existência, sem medo. Não é preciso ter medo. Essa é a nossa existência - nós pertencemos a ela, ela pertence a nós.

- Osho -

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Alma gêmea

“As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho: a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo, para que vo... possa mudar a sua vida.

Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre ? Não ! Isso dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e após seu crescimento, elas vão embora”.

Claro que não é regra o ir embora, mas tenha em mente que se isso acontecer é porque fechou o ciclo!

do livro Comer, Amar, Rezar

Namastê
Espaço SELF


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Reflexologias Diversas


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  A REFLEXOLOGIA é uma arte suave, uma ciência fascinante e uma forma extremamente eficaz de massagem terapêutica no campo da medicina complementar. A REFLEXOLOGIA é uma ciência porque se baseia no estudo fisiológico e neurológico. É também uma arte porque muita coisa depende da habilidade com que o terapeuta aplica o seu conhecimento.
A REFLEXOLOGIA podal é uma técnica específica de pressão que atua em pontos reflexos precisos dos pés com base na premissa de que as áreas reflexas dos pés correspondem a todas as partes do corpo. Como os pés representam um microcosmo do corpo, todos os órgãos, glândulas e outras partes estão dispostas num arranjo similar ao dos pés. Fenômeno da representação microcósmico de partes do corpo em diferentes áreas do organismo também se manifesta na íris do olho, na face, na orelha, na coluna e nas mãos. Todavia, as áreas correspondentes dos pés são mais específicas, tornando mais fácil trabalhar com elas.
A pressão é aplicada nas áreas reflexas com os dedos das mãos e usando técnicas específicas. Isso provoca mudanças fisiológicas no corpo na medida em que o próprio potencial de equilíbrio do organismo é estimulado. Dessa maneira, os pés podem desempenhar um papel importante para se conquistar e manter uma saúde melhor. A meta da REFLEXOLOGIA é o retorno da harmonia. O passo mais importante para isso é reduzir a tensão e induzir o relaxamento.
O relaxamento é o primeiro passo da normalização. Quando o corpo está relaxado, o tratamento é possível. A massagem profissional dos pés vai mostrar quais partes do corpo estão fora de equilíbrio e, portanto não estão funcionando eficientemente. Pode-se então ministrar o tratamento apropriado para corrigir esses desequilíbrios e fazer o corpo retornar a um estado ótimo de saúde.
A massagem reflexa dos pés é útil no tratamento de doenças e eficaz para manter a saúde e prevenir o aparecimento de doenças. Problemas de saúde podem ser detectados precocemente e o tratamento ministrado para prevenir o desenvolvimento de sintomas mais sérios.
A REFLEXOLOGIA pode ser considerada o equivalente a uma regulagem, um ajuste do corpo. O reflexologista não cura - somente o corpo é capaz de fazê-lo. Mas a REFLEXOLOGIA ajuda a equilibrar todos os sistemas corporais, estimulando uma área pouco ativa e acalmando uma superativa, (simpático e parassimpático). Ela é inofensiva para as áreas que estão funcionando adequadamente. Como todos os sistemas do corpo intimamente relacionados, qualquer coisa que afete uma parte vai acabar afetando o todo. Numerosos terapeutas, após diversos anos de estudo e prática, concluíram que a REFLEXOLOGIA atua em diversos níveis: fisiológico, psicológico e espiritual.
 

Objetivos

A REFLEXOLOGIA tem como objetivo corrigir os três fatores negativos implicados no processo das doenças: congestão, inflamação e tensão (Norman, 1991). Quando se fala em tensão, devemos lembrar que não se apresenta independente das emoções e sentimentos, ou seja, uma tensão também diz de uma parte psicológica a ser cuidada. Portanto a REFLEXOLOGIA é de grande auxílio nas psicoterapias trazendo material importante ao psicoterapeuta principalmente os de abordagem corporal e transpessoal.
Temos que lembrar que nossos pés suportam nosso peso durante todo o dia, portanto estão submetidos a uma pressão muito grande e sobretudo com sapatos não adequados, fazendo com que haja um desequilíbrio no nosso eixo de sustentação. Mexendo com todos os nossos músculos e articulações, mudando a nossa postura. Assim, podemos compreender o quanto a Reflexologia pode ser útil aos tratamentos.
Normalmente as pessoas sentem muitas dores nos pés e sofrem numa constante tentativa de adaptação refletindo esta tensão aos músculos, principalmente nos joelhos e ombros aumentando assim a fadiga e irritabilidade. Abusamos de nossos pés, visto quanto bem nos faz, ficar com os pés livres, após um dia de trabalho. Reflexos sensíveis à dor indicam quais partes do corpo estão congestionadas. Essa avaliação diz respeito apenas a partes do corpo "fora de equilíbrio", e não a distúrbios específicos. É importante ter consciência disso.
Os reflexologistas não praticam medicina. Esse é o domínio dos médicos licenciados. Os reflexologistas nunca diagnosticam uma doença, nunca tratam uma doença específica nem prescrevem ou ajustam a dosagem de medicamentos.
A REFLEXOLOGIA ajuda a eliminar problemas causados por doenças específicas. Ao trazer o corpo de volta a um estado de harmonia, o tratamento reflexológico pode combater diversas doenças. A REFLEXOLOGIA relaxa tensões, melhora a circulação sangüínea, oxigenação e o sistema nervoso, ajudando a equilibrar o organismo naturalmente.
 
  http://heridamc.files.wordpress.com/2011/10/pes_completo.gif
 
 
 
 
         A Reflexologia podal é uma técnica que utiliza a pressão e massagem dos pés em pontos específicos que refletem em todas as partes do corpo, e assim como todas as técnicas orientais, ensina que existe uma energia vital que circula pelos órgãos do corpo e, suas manobras têm por objetivo dissipar os bloqueios de energia no corpo.
A REFLEXOLOGIA Podal é a técnica que busca nos pés, áreas doloridas que como na Zonoterapia, refletem o corpo humano por inteiro. Através de estímulos nestas áreas, obtêm-se resultados que vão desde o alivio de pequenos desconfortos e dores até a eliminação de certos distúrbios em varias partes do corpo.
 

Teorias que procuram explicar a REFLEXOLOGIA:

 

1. Produção de cristais:-

Devido a grande quantidade de sangue que passa pelos pés, podem ocorrer obstruções entre os 26 ossos dos pés, que coincidiriam com as Zonas reflexas do Corpo. O próprio peso, o sedentarismo e o não andar descalço podem contribuir para isso por permitir o aparecimento de cristais, os quais impediriam o livre fluxo da circulação provocando as doenças. Com a eliminação destes cristais o indivíduo ficará saudável.
 

2. Medicina Tradicional Chinesa:

A MTC afirma: “Quando ocorrer uma estagnação no Ki (Energia Vital) o organismo manifestará este distúrbio como doença ou dor. Através de movimentos de sedação ou tonificação em pontos e zonas dos pés, poderá ser liberada e equilibrada a circulação desta energia”.
Os pés são riquíssimos em terminações nervosas, alocadas de tal forma que correspondem em sua topografia local a uma representação fiel de cada parte que compõem o corpo por inteiro. Da área motora do SNC, impulsos são codificados e enviados em forma de descarga elétrica para que o organismo desempenhe suas funções normais.
Quando da debilidade ou dificuldade funcional de um tecido ou órgão, a resposta ao estímulo dado provoca pequenos “curtos circuitos” que são captados e registrados em várias terminações nervosas concentradas em áreas ou zonas reflexas, deixando-as mais ou menos sensíveis (dependendo da gravidade e tempo decorrente da debilidade ou dificuldade funcional existente). Ao localizar essa área e tocar nestas terminações teremos vários tipos de sensações doloridas. Estas sensações variam desde uma alfinetada até uma sensação de osso esmagado.
A técnica da REFLEXOLOGIA (manuseio e uso de pressão), possibilita não só a avaliação da intensidade e natureza do problema manifesto bem como através de ação apropriada, provocar um estímulo na região da debilidade ou dificuldade funcional existente. Assim, cada célula na região debilitada, mesmo distante, poderá reagir a estes estímulos e passará a trabalhar melhor para a própria manutenção.
Como resposta, haverá um aumento no poder de absorção de nutrientes, um favorecimento a limpeza intersticial e desobstrução dos impedimentos responsáveis pela enfermidade. Os estímulos dados nas terminações nervosas dos pés, chegam ao cérebro por meio de canais aferentes, são codificados e enviados aos órgãos, tecidos e células pelos canais eferentes, até as terminações nervosas celulares.
 
Uma matéria bastante interessante e curiosa retrata todas as características psicológicas de uma pessoa através de detalhes de seus dedos dos pés. A técnica da reflexoterapia tem sido usada por médicos, fisioterapeutas e psicólogos  no que tange ao conduzir seu paciente ao auto-conhecimento.

Dedos murchos ou cheios: Os dedos murchos indicam bloqueio das emoções, vejamos um exemplo, o dedão do pé direito, que é associado à alegria, quando murcho significa apatia, dificuldade de sentir prazer, entende? Se for o dedão do pé esquerdo, o da tristeza, que está murcho, isso significa que a pessoa não está conseguindo vivenciar suas tristezas, ou seja, anda anestesiada. O contrário, dedo cheio e duro, indica vitalidade, disposição e entusiasmo.
Dedos pontiagudos:  Os dedos nesse formato expressam ansiedade e tensão. Se, por exemplo, o dedo pontiagudo for o que representa a criatividade da pessoa (ver tabela), é uma indicação de imaginação reprimida. É necessário liberar a criatividade, por em prática idéias.
Dedo de formato arredondado: Esse formato no dedo indica que indivíduo é diplomático e amigável.
Protuberância na raiz do dedão do pé (joanete): Quando a protuberância for acentuada, indicam que a pessoa colocou seus próprios sonhos em segundo plano, seus desejos pessoais estão subordinados aos de outras pessoas. Vamos corrigir esse defeito.
Dedo em forma de garra: Pessoa fechada e introspectiva, essa forma representa dificuldade de falar de si mesmo. Representa também as seguintes características em sua personalidade: obsessividade e controlador.

Em vídeo de uma matéria publicada pela Globo.com (programa Mais Você), o especialista Osni Tadeu revela algumas características da personalidade de alguns artistas:
Dentre suas explicações, revela algumas curiosidades:
- A joanete ‘nasce’ em pessoas que levam mais em consideração o interesse dos outros do que os seus, ou seja, são pessoas que normalmente ‘vivem para os outros’ e esquecem de si mesmas;
- Um calo em cima do dedo anelar do pé esquerdo (dedo do amor) significa alguma mágoa de amor ainda não superada;
- Colocando algo reto (como um livro ou uma régua) rente aos seus dedos de um dos pés: Se o ‘dedão’ ficar muito distante do objeto (enquanto os outros não), significa que essa pessoa é impaciente, aprende rápido, mas não tem paciência para o tempo do outro. Caso esteja junto ou muito próximo do objeto, significa uma pessoa calma, que sabe respeitar o tempo do outro.
Uma mudança de comportamentos e sentimentos, conseqüentemente, muda a estética de seus pés. Será mesmo?

* OSNI TADEU LOURENÇO, reflexoterapeuta dsde 1992, é professor de Reflexoterapia e especialista em leitura da personalidade pelos pés (método holandês do Prof. Imre Somogy). É representatne oficial no Brasil da Foundation for Fundamental Dactylogical Reading, presidente – fundador da Associação Brasileira de Reflexologia e Terapias Afins. Fundou no Brasil, o IOR – Instituto Professor Osni de Reflexologia e Pesquisa (fonte: Ipetrans).

A Reflexologia facial

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A reflexologia Facial é uma  técnica que promete prevenir, diagnosticar e tratar problemas de saúde através da estimulação do rosto.
STRESS, INFERTILIDADE, problemas musculares, hormonais, psicológicos, emocionais e, até, problemas neurológicos.
São inúmeras as áreas de aplicação da reflexologia facial, uma técnica terapêutica criada há cerca de 30 anos pela dinamarquesa Lone Sorensen, que atualntente dirige o Insituto de Reflexologia Facial Internacional, uma instituição de ensino autorizada pelo Ministério da Saúde da Catalunha.
Com escolas em mais de 20 países, incluindo Argentina, Japão, Estados Unidos da América e Dubai, chega agora a Portugal, com formações dirigidas a terapeutas e pais.

DO ROSTO AO CÉREBRO

O fundamento da reflexologia facial é o mesmo que o da reflexologia podal: «Ambas estimulam as terminações nervosas, desencadeando reações físico-químicas em células nervosas e neurónios que fazem a condução elétrica até ao cérebro».
No entanto, a estimulação da face é mais vantajosa, explica Lone Sorensen: «O impulso gerado é muito mais forte ao chegar ao cérebro, porque as terminações nervosas não só estão mais perto deste órgão, como os impulsos têm o dobro da velocidade e são mais eficientes do que os gerados pela estimulação dos pés».
O enfoque, acrescenta a especialista, «está no que se passa no interior do organismo», com o objetivo de atuar sobre as causas: «Nem sempre podemos curar, mas pelo menos conseguimos dar melhores condições de vida».
VISÃO HOLÍSTICA
O método combina medicina oriental, técnicas de acunpuntura e neuroanatomia. Estas «técnicas básicas» são combinadas com 14 «adicionais», como o método Yamamoto, que Lone Sorensen refere ter aprendido com «um médico japonês especializado em danos cerebrais» em que são colocadas 16 agulhas sobre cada ponto estimulado.
A complementaridade, afirma, é uma garantia de eficácia: «As técnicas reforçam—se mutuamente porque uma atua no sistema respiratório, outra no circulatório, outra no sistema nervoso central, enquanto se aplicarmos uma que só atua num sistema e o bloqueio estiver noutro, não obtemos resultados».
 Para além de tratar, o objetivo é prevenir doenças e avaliar o estado de saúde global, por exemplo, identificando nódulos cujas diferentes configurações podem, segundo a criadora da reflexologia facial, ser associadas a diferentes tipos de desequilíbrios.

MÉTODO PARA CRIANÇAS
 
Sorensen desenvolveu também a «tempranoterapia», um método dirigido a crianças que combina reflexologia facial, podal, manual, muscular, bem como terapia de escrita e de leitura.
Dificuldades de aprendizagem, hiperatividade, dislexia e agressividade são aplicações possíveis, bem como deficiência mental, danos cerebrais traumáticos e autismo.
Já disponível em países como Finlândia, Suécia e Dinamarca, chegará em breve a Portugal, através de formações dirigidas aos pais: «E feito um plano adequado a cada criança e a família aprende a executar as combinações necessárias para atuar na zona do cérebro desejada»

Reflexologia nas mãos
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Acredita-se que o ser humano possui pontos reflexivos de todos os órgãos e sistemas do corpo humano "espelhados" nesses lugares. Ou seja, eles refletem em escala menor o órgão em si, sendo possível tratá-lo e curá-lo através da análise desse local e de terapia aplicadas ou da medicina convencional.

Reflexologia Auricular
 

A acupuntura auricular, com o uso de sementes, cristais ou agulhas, utiliza o mapa do corpo humano refletido na orelha, para tratar e curar os órgãos internos do corpo humano, de forma menos agressiva, auxiliando a cura e o tratamento do órgão doente. 
 
Iridologia ou Iridodiagnose
 
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Na medicina natural e alternativa, a iridologia é uma forma de diagnóstico realizada através da observação da íris, uma das estruturas mais complexas do corpo humano. Os historiadores apontam para a existência desta prática já na antiga China e Grécia, tendo sido divulgada e aperfeiçoada com mais afinco desde o século XVII.

Os olhos são as janelas do corpo?

Os iridologistas acreditam que, através da análise da íris, é possível fazer um check-up do nosso estado de saúde, descobrindo eventuais desequilíbrios. O corpo transmite à íris, através de sinais, marcas, alterações de cor e de padrões, um quadro clínico físico e/ou emocional da pessoa em questão. Uma técnica holística que permite “olhar para dentro do corpo” e verificar o funcionamento do organismo, descobrir quais as zonas mais fortes e quais aquelas que estão sobrecarregadas com toxinas. Porém, importa esclarecer que a análise iridológica não determina se uma pessoa sofre de determinada doença intestinal, por exemplo, mas alerta para a existência de alguma instabilidade ou inflação nesse órgão. Apresenta-se, acima de tudo, como um método de diagnóstico precoce e de prevenção, revelando a origem do mal-estar físico, psíquico ou emocional.
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Jensen (americano) desenvolveu um mapa onde nele está indicada a posição relativa de cada órgão representado na íris. A íris direita representa os órgãos que estão localizados do lado direito do corpo e a íris esquerda os que estão localizados do lado esquerdo. Por exemplo: o fígado está representado na íris direita, o baço na íris esquerda. Já a tireóide está representada nas duas íris. A íris representa todas as partes do organismo em sua topografia.
Isso é possível graças ao Sistema Nervoso Autônomo, formado por duas cadeias nervosas: o simpático e o parassimpático. Eles enervam todas as partes do organismo e levam até o cérebro impulsos sobre a situação da cada região (Sistema Nervoso Central) e também até a íris, onde essas impressões ficam registradas.
Enquanto o método de Bernard Jensen nos possibilita analisar a íris do ponto de vista orgânico, o método Rayid, desenvolvido por Denny Johnson, nos possibilita entender as complexidades da mente humana que molda e dá forma às nossas personalidades e relacionamentos. Com ele pode-se conhecer os tipos psíquicos, bem como introversão e extroversão, além da predominância cerebral.
O método Rayid reconhece 4 padrões, sendo 3 padrões básicos: Flor, Joia e Corrente e um quarto padrão chamado de Agitador, que é uma combinação dos padrões Flor e Joia.

             
Flor/Emocional – Ar

Joia/Mental – Terra

 
Corrente/Sinestésico – Ar

Agitador/Ponta de Lança – Fogo

As pessoas que apresentam muitas fibras abertas na íris, que chamamos de pétalas, estão no padrão Flor. São emocionais, espontâneas, observadoras, fazem muitos gestos e aprendem ouvindo. São criativas. Geralmente tem habilidades para música, artes, etc.
Identificamos o padrão Jóia através de pigmentação específica na íris. é como se tivesse caído um pingo de tinta sobre a íris. Uma mancha marron. Esse padrão indica uma pessoa intelectual, com muito talento para a análise e verbalização, mas pouca flexibilidade para mudanças.
Identificamos um padrão Corrente quando a íris tem suas fibras penteadinhas, com poucos sinais. A palavra que melhor descreve o Corrente é sensibilidade – sensibilidade física, mental e intuitiva. Ela é como um imã para tudo que funciona a sua volta. Imagine um Corrente com milhares de bigodes de gato tateando em todas as direções. A menor mudança ou incidente é imediatamente sentida por ele, que é sempre “to” por tudo. O corrente é um radar ambulante.
Já o tipo Agitador é identificado por possuir uma combinação dos sinais dos padrões Flor e Jóia. São extremistas. O padrão clássico do Agitador é o grande sucesso e o grande fracasso. A dedicação e a lealdade são as suas marcas. Em geral são inventores, exploradores ou motivadores. Eles são entusiastas. Podemos dizer que vieram para mudar o mundo.
O corpo informa, claramente, as nossas fragilidades / potencialidades e a Irisdiagnose é uma excelente ferramenta para identifica-las. A Irisdiagnose, como ferramenta de pré-diagnose, possibilita ao profissional agir de forma preventiva e corretiva utilizando fitoterapia, acupuntura, cromoterapia, psicologia , alopatia, dependendo da sua habilitação/especialização (médico, psicólogo, terapeuta, psicoterapeuta, fitoterapeuta, entre outros). é também importante ressaltar que a iridologia não substitui exames laboratoriais, mas facilita na sua escolha.
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Sobre todos esses contextos é sabido que,  se você sente qualquer tipo de dor aguda na palma das mãos ou dos pés e também no pavilhão auditivo, isso pode ser sinal de algum distúrbio em algum órgão interno e é bom investigar essa dor. Nos olhos costumam surgir manchas, que é indicativo de alguma anomalia... As doenças mais simples podem ser tratadas com massoterapia, acupuntura, reiki, shiatsu, fitoterapia, entre outras práticas da Terapia Holística. E as doenças mais graves devem ser tratadas pelos profissionais competentes dentro da medicina e paralelamente com a medicina complementar.


Vale a dica!!!