quinta-feira, 10 de abril de 2014

Nova vida, novo mundo, novo povo, novo sistema!



Cada um por si se destrói. Todo mundo tem que acordar! Ninguém tá excomungando nem delatando ninguém não! E sim dando o valor de cada um, aqui na terra. Agora, um vadio querer só para si... Isso aí não, já é o contrário! Você é desse lado, vai pra lá! É isso! Que até 2014 está completo o novo mundo! Agora, ninguém sabe o que vai se passar quando isso acontecer. Eu estou sempre esperando. Vai ser num abrir e fechar de olhos! Eu venci até hoje outras coisas mais difíceis! Eu tenho uma fé pura no nosso juramidam! Que ninguém vai derrubar de jeito nenhum essa doutrina! Agora vai acontecer o novo mundo. Que eu disse que é: nova vida, novo povo e novo sistema! Aí já é uma coisa muito, muito diferente desse mundo velho, não é? Dentro daquela força, o camarada já se acha no novo mundo, em novo estado. Não venha com gastimonha... Não seja aperreado por isso e aquilo, por aquilo outro... Vai se usar o Daime ou qualquer erva santa, só precisa é respeito e tranquilidade! Tem hora que dá um sono danado, que tem que dormir mesmo. Mas naquele sono a gente alcança outro tanto! Tudo no mundo, só é bom se é tranquilo, não é? Pois bem!.. eu tinha uma vontade de fazer um povo aqui dentro desse buraco! Porque eu não tô aqui pelo meu gosto! E nem saí porque quis, lá da cinco mil. Foi porque me mostraram o mundo todo e mandaram que eu saísse para o centro da mata virgem! Por isso me acho aqui dentro. Eu já me andei chorando, mas dá até um consolo, como diz no hino: " sinto dor, eu sinto dor/ com prazer no coração/ de me achar reunido/ aqui com os meus irmãos!" Eu tenho fé que isso vai ser uma coisa tão boa que ninguém pode botar nem a ponta do dedo contra o Santo Daime. Ah! Aqueles tempos velhos, antigos! Precisa hoje todo mundo lembra: " Todos tem que se lembrar", como é a música mesmo? Todos tem que se lembrar/é lembrança do passado/ e todos tem que se lembrar!" Meu Deus! Eu lembro do passado! A gente lembra mesmo! A gente vai entra. O sujeito vai vendo aonde sofreu, aonde passou bem... Você descobre tudo! Aí você nasce de novo, materialmente. Porque se morrer agora, antes de ter o conhecimento da vida eterna, é um aborto. Não tem mais chance.
Padrinho Sebastião.

"Recebamos de coração aberto essa oportunidade de renascer em vida terrestre, aproveitemos esse momento de 2014 já previsto outrora, aproveitemos as novas energias, aproveitemos os eclipses.. desatemos todos os nós e lembremos das lembranças do passado, para a vida nova!!! Agora é a hora!!! (Mion)"

Na foto acima, Padrinho Sebastião e Alex Polari



Sobre o Amor





Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados.
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos.
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos, como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento, trabalha para vossa poda;
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes,
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração;
Ele vos debulha para expor a vossa nudez;
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas;
Ele vos mói até a extrema brancura;
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós,
Para que conheçais os segredos dos vossos corações,
E com esse conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor, procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós, que cobrísseis vossa nudez e abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio,
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir,
Pois o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga: “Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes: “Eu estou no coração de Deus”.
Não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos, determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo, senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor, e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor e sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes pra casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o Bem-Amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.


(Khalil Gibran – trecho do livro “O Profeta”)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A árvore gigante


Nenhuma árvore chega aos céus, se suas raízes não chegarem ao inferno. É o mesmo com as pessoas, ninguém consegue alcançar a iluminação, e conseqüente saída da roda reencarnatória, sem saber lidar com todos os seus baixos instintos. A vida é cruél, não?

Não! Não é.

Acontece, que o que fizemos de bom ou ruim, não desaparece. Pode até ser quitado, com as bordoadas das vidas terrenas, mas permanecem em nosso histórico, simplesmente porque tudo o que nos acontece hoje, é reflexo desses acontecimentos. Claro que existe muita perversidade, que as pessoas parecem gostar de colocar seus problemas sobre ombros alheios, que existe muita trapaça, at cétera. Sim, mas daquilo que nos foi designado, tudo está relacionado às escolhas que fizemos, desta ou d'outras vezes, geralmente produzindo dívidas com outras pessoas, que foram prejudicadas por elas; isso inclui a perversidade, o colocar seu peso em ombro alheio e a trapaça.

Sabiamente, o registro de todos os pensamentos e ações estão gravados nos próprios corpos astrais do indivíduo. É como se fosse um disco rígido perfeito, com capacidade infinita, acesso imediato aos arquivos e imune a todo e qualquer ataque. Cada ação que deixamos de resolver, fica no arquivo como erro. Como até os leigos em computação sabem, um erro, um dia, acaba por travar todo o sistema e haverá a necessidade de reformatação. É aqui que mora o inferno, porque a criatura se vê obrigada a a lidar, de uma vez só, com todos os seus erros, até os mínimos, que não foram resolvidos por negligência até com os mais importantes.

E quem dera esses erros ficassem paradinhos, hibernando à espera de uma solução. O disco rígido gira e, mesmo sem querer, acaba rodando aqueles erros, que geram mais errinhos e estragam até a melhor das intenções. Essas boas intenções, contaminadas pelos erros insolutos, acabam sendo usadas para justificar qualquer atrocidade, o que a história contemporânea mostra em fartura. É por isso que o inferno está cheio delas.

Sim, existe um lugar (meta)físico que pode facilmente ser chamado de inferno, e os espíritos muito envolvidos em seu orgulho e incapazes de lidar com seus erros, não se sentem confortáveis para ir a outro lugar senão para lá. Mas não é este inferno que devemos temer, dele saímos com a simples intenção firme de sermos melhores, ou mesmo com a ajuda de benfeitores. O inferno que devemos respeitar muito, é o que nós mesmos criamos, porque deveremos mergulhar nossas raízes nele e absorver seu veneno, até que ele esteja completamente esgotado.

A árvore até consegue crescer com raízes rasas, mas torna-se frágil. Vocês sabem o quanto o vento fica mais forte à medida que se sobe. Quem viaja regularmente de avião, sabe do que estou falando. Chegará um ponto em que a base não suportará e a árvore cairá. Ela pode ser reerguida, mas sem raízes profundas, ficará perenemente dependente de escoras, impedida de crescer mais.

Mas, depois de esgotado o veneno, a árvore consegue voltar a crescer normalmente? Sim, até mais rápido, porque já terá criado raízes fortes, tão amplas quanto profundas, e a escavação feita assegurará sua estabilidade aos ventos.

Até quanto pode crescer a árvore? Infinitamente, para cima e para baixo. Sei, crescer infinitametne para o inferno é algo assustador, mas devo esclarecer que o inferno, como agente repressor e punitivo, não existirá mais. E quem chega a este estágio, compreende facilmente que precisa ajudar os outros a crescerem também, por isso não tem problema algum em manter raízes para mostrar-lhe suas origens, erros, acertos e toda a bagagem que facilitará ensinar aos espíritos mais novos.

Apesar da assistência de quem já passou pela situação, nós quase sempre aprendemos do modo mais difícil, o da tentativa e erro, e erramos muito! Mesmo com toda a ajuda possível, e necessária, nossa 'salvação' é de nossa responsabilidade, só nossa e de ninguém mais.

Nem todos notam as semelhanças entre as mitologias, bem como as "coincidências" entre elas. Aprendi que elas nada mais são do que adaptações, variando de cultura para cultura, das vidas encarnatórias de espíritos evoluídos. Longe da deturpação humana, vemos que todas as divindades tiveram suas fases de infância, rebeldia, maturidade de sabedoria, sendo esta a em que deixam o mundo em definitivo. Ou, a em que suas copas tocam o céu. É por isso que os mitos têm tamanha carga social, psicológica, política, pedagógica, enfim, é por isso que a cada dia os especialistas aprendem mais com elas. E sempre aprenderão mais, elas são o tronco que une as divindades (não confundir com O Criador) que já estão nos céus aos pobres mortais ainda rastejantes, que oscilam do inferno para o limbo terrestre, na maior parte do tempo. Notaram a ajuda imensa que temos e a maioria nem se dá conta, até rechaça por questões dogmáticasa. E os livros de mitologia são quase sempre baratinhos, já que não pagam direitos autorais... Se bem que a Grécia está precisando deles, né...

Compreendendo a necessidade de aprofundar-se em seu próprio inferno, ele começa a ficar menos assustador. Tanto menos quanto maior for a decisão de não se pagar mais juros das dívidas feitas. Sim, claro, o sofrimento que isso causa pode ser muito grande, proporcional à negligência com esta obrigação. É como ir levando a saúde com a barriga e, quando inevitável, se descobrir que o tratamento mais longo, caro e doloroso, é o único recomendado. Ou seja, não é crueldade da vida, exigir que reparemos nossos erros o quanto antes, nem que busquemos olhar de frente os vermes da podridão que deixamos acontecer, por abafar o que já estava ruim. Quanto antes o fizermos, tanto antes nos livramos deste suplício.

Há espíritos raríssimos, que conseguem passar ilesos pelo início do exercício de seu livre arbítrio, até o último suspiro de sua última existência encarnatória. Tão raros, que nem são levados em conta, quando se faz uma estatística a respeito.


Mas tenho certeza que não é o nosso caso, agora é a hora de descer o mais fundo para que com isso se verifique a sombra e trabalhe o máximo ela e ao fim termos uma base mais profunda e sólida, que nos dará o alicerce para continuar essa jornada terrestre e quem sabe não precisar mais fazer parte da samsara reencarnatória.

 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Tempo

O tempo vos pertence; porque é na eternidade que habita o vosso verdadeiro Eu. E, assim como uma gota nada é perante o mar, de nada vos deveria importar o tempo de cada jornada.
O tempo é apenas uma das vossas ilusões, enquanto sobre a terra caminhais; como a juventude e a velhice, o nascimento e a morte, a alegria e a tristeza.
E elas vos são necessárias, para que possais seguir a trilha do Conhecimento e chegar ao Coração do Universo, que vos aguarda e protege durante toda a caminhada.
Porque este é o objetivo de cada um dos espaços do tempo a que hoje chamais vida, e ao fim do qual devereis trocar as vossas vestes e avaliar o que tenhais aprendido.
Porque não é a vida que serve ao tempo.

É o tempo que serve à Vida.


O tempo vos pertence; porque é na eternidade que habita o vosso verdadeiro Eu. E, assim como uma gota nada é perante o mar, de nada vos deveria importar o tempo de cada jornada.

O tempo é apenas uma das vossas ilusões, enquanto sobre a terra caminhais; como a juventude e a velhice, o nascimento e a morte, a alegria e a tristeza.

E elas vos são necessárias, para que possais seguir a trilha do Conhecimento e chegar ao Coração do Universo, que vos aguarda e protege durante toda a caminhada.

Porque este é o objetivo de cada um dos espaços do tempo a que hoje chamais vida, e ao fim do qual devereis trocar as vossas vestes e avaliar o que tenhais aprendido.

Porque não é a vida que serve ao tempo.
É o tempo que serve à Vida.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O DOMINADOR OCULTO
















por Teresa Cristina Pascotto
Talvez este texto não seja o mais agradável de se ler, pois o ego adora ler conteúdos que falem de sua dor e do quanto ele é vitimizado pelos outros. Mas quando se trata de nossa responsabilidade e do nosso lado oculto, o ego esperneia e bloqueia nossa vontade, para que não encontremos as verdades de nossos movimentos reais nas dinâmicas ocultas na interação com os outros. Se você se sentir incomodado com o conteúdo deste texto, sugiro que aceite o desconforto e leia até o final e tenha a real intenção de permitir que estas verdades entrem em ressonância com seu coração que irá lhe mostrar, talvez em outro momento, o quanto você realmente atua de forma misteriosa, criando situações ilusórias de vida que fazem de você a eterna vítima, enquanto os outros são sempre os culpados.
As aparências enganam... Comece então a se observar, com muita honestidade e humildade, e procure encontrar dentro de você as outras faces misteriosas, sinistras, perigosas e dissimuladas que você possui.
Normalmente, nas relações humanas, existe uma condição em que um é o dominador e o outro é o dominado. Aqueles que têm uma tendência a dominar e são explícitos em sua manifestação, são os mais corajosos, pois mostram claramente que gostam de ter poder sobre os outros. Muizes, são ditadores tiranos e usam a força de um autoritarismo que faz com que todos tremam de medo em sua presença ou apenas de seu olhar judicioso e ameaçador. Aqui tudo está às claras, enquanto o dominador mostra seu furor e sua extrema necessidade de dominar, o dominado simplesmente aceita essa condição, por achar que não tem outra opção.
Porém, existem relações em que essa mesma condição acontece, mas não é percebida pelos envolvidos, pois ocorre de forma velada, na dinâmica oculta. Para que fique mais claro, vou citar um exemplo básico dessa condição velada. Vamos falar sobre a relação de uma mãe com seu filho. Neste caso, a mãe é o dominador oculto e o filho é o dominado oculto. Enquanto na dinâmica oculta é esta a condição que prevalece e determina a relação, na "vida real", nas aparências e manifestações de ambos, o que se percebe é que o filho é um grande manipulador, que vive agarrado à sua mãe, prendendo-a para si, para tê-la à sua disposição, e a domina. Ele manipula a mãe, para que ela seja sua extensão, para que fique sempre esperando pelos momentos em que ele precise dela. Isto não somente na infância, mas se estende para a vida adulta. É uma condição que se mantém, pois até mesmo para a mãe, que é manipulada pelo filho, existe uma grande vantagem por trás disso: o controle sobre o filho.
Assim, esse filho, desde a infância, começa a criar os jogos para poder manipular sua mãe e para extrair dela o melhor, absorvendo até mesmo sua energia, este filho acaba "vampirizando" sua mãe -que consente inconscientemente-, porque se o filho depende dela em todos os sentidos e precisa até mesmo de sua energia, então ele nunca a "deixará", nunca irá abandoná-la. A mãe se deixa manipular e vampirizar, pois ganha um lugar de poder na vida do filho. Mas isto tudo tem um preço muito alto para ambos, pois nenhum dos dois está verdadeiramente disponível para sua vida, nenhum dos dois conseguirá viver plenamente em suas totais capacidades.
O filho é dependente da mãe e não consegue ficar sem ela. Mesmo quando sai, quando vai para a vida, leva consigo a energia de sua mãe, para que ela continue a protegê-lo e para que esteja energeticamente à sua disposição. Nesta condição, a mãe não "fica em si", mas está sempre "no filho", a vida dela se torna inexpressiva, vazia, "básica", sem grandes possibilidades de viver de verdade, pois ela "não pertence a si mesma, mas pertence ao filho". O filho se sente poderoso quando vai para a vida, pois está sempre reforçado e protegido por sua mãe.
Olhando para esta questão, aparentemente a mãe é a dominada e seu filho é o dominador. A mãe nunca tem paz, pois sempre está vivendo a vida do filho, vivendo seus dramas, suas dores, seus tormentos. Vivendo suas tentativas de conquistas. Esta mãe está tão disponível para o filho, que ela praticamente está vazia em sua própria luz. Ele pode estar vivendo qualquer coisa, que lá está a mãe. O filho precisa da mãe de uma forma perigosa, ele "não consegue viver" sem ela, não suporta a ideia de não ter mais sua mãe 100% à sua disposição, se a mãe, por algum motivo, decidir recolher sua energia, voltando-se para si mesma, o filho sentirá uma sensação horrível de abandono, de vulnerabilidade e até mesmo de pânico. Ele puxa e segura a mãe para si, tirando-lhe todo o poder sobre sua própria vida. Mas ele também não pode viver de verdade, pois se sentiria culpado.
Se a mãe não vive sua vida para ser dele, então ele não pode viver sua vida, deixando-a de fora. Assim, ele se acomoda em uma vida sem muita expressão, sem muitos avanços e sem a verdadeira alegria de viver. Aqui, a mãe é a vítima de um filho manipulador e controlador, que não a deixa ser feliz em sua própria vida. Esta mãe pode sair, trabalhar, viajar, mas ela nunca "sente a força da vida", nunca aprecia suas experiências, pois ela não está nela, está no filho. Este filho permite que sua mãe trabalhe, pois sabe que é necessário ter condições financeiras para sua sobrevivência. Mas ele nunca permite que ela evolua e se desenvolva plenamente, principalmente no desenvolvimento de seus dons, pois ele sente que esse caminho evolucional, é o único que realmente a "tiraria dele". Ela vive uma vida limitada. Esta mãe pode ser uma "Deusa na Terra", mas nunca manifestará esse potencial sagrado, enquanto ela não retomar sua pertença e não se assumir como um ser independente e livre, por medo de perder seu filho.
Porém, quando se enxerga a realidade oculta nesta relação, o que se vê é uma condição totalmente inversa. A mãe é a grande dominadora oculta e seu filho é o dominado. As duas condições são igualmente poderosas. A vida é um grande jogo e no jogo da "vida real", eles encenam esse papel, mas na vida oculta, os papéis se invertem, dando o "equilíbrio" entre os dois jogos. Por trás dessas dinâmicas, há uma grande força do amor real.
Na dinâmica oculta, a "pobre mãe, vítima das manipulações de seu filho abusador", mostra-se como a dominadora. Ela é perigosa, possessiva e pesa sobre o filho e, com esse jogo, onde ele a manipula, ela ganha o "controle sobre ele". Enquanto ele a leva consigo em todas as suas experiências de vida, ela monitora tudo e controla tudo para que ele não viva nada que possa fazer com que ele a abandone. Para ela, a simples realidade de que o filho é um ser livre e que um dia se afastará dela - na fisicalidade -, a atormenta e a deixa em pânico. Quanto mais esse filho tenta se libertar de sua mãe, quando sente o peso de seu controle e domínio, mais ela usa recursos velados para interditá-lo e dominá-lo. Neste lugar oculto, essa mãe é uma ditadora tirana e autoritária, mas ela nunca se manifesta dessa forma para seu filho, a aparência que manifesta é sempre de uma mãe amorosa com boníssimas intenções de ajuda-lo. Se, por exemplo, seu filho está com alguma dificuldade em se relacionar, ela fará o papel da conselheira que quer ajudar o filho a conseguir se relacionar, quando, na verdade, há um jogo sinistro e oculto por trás desse papel de doce conselheira, ela NÃO quer que seu filho se relacione, ela o quer só para si. Se for para o filho ter algumas relações superficiais e vazias, ela até aceita, mas se for para ele ter um relacionamento de amor e intimidade, ela controla e domina, interferindo veladamente, para que ele nunca consiga de verdade se abrir para esse tipo de relação. Enquanto seu filho for "perdido" na vida - apesar da mãe sentir uma profunda dor por ver seu filho sofrendo com uma vida tão sem sentido e sem expressão -, a mãe será sua bússola e terá a garantia de que ele será seu para sempre.
Quando o filho vai para a vida e tira sua mãe de si mesma e a arrasta consigo, como se ela fosse um manto que o envolve, através deste ponto de percepção, a mãe é a vítima que não pertence a si e é dominada pelo filho. Ao olhar por outro ponto de percepção, esse tal manto de proteção é visto como um espectro da energia da mãe, pesando sobre seus ombros, fazendo esse filho carregá-la consigo, para que ela esteja o tempo todo dentro da vida dele, controlando tudo para que ele seja sempre seu.
Em raros momentos, quando o filho, por algum motivo não se deixa controlar, a mãe manipula para criar uma situação em que seu filho a ofenda ou a magoe, para que ela então possa ter uma justificativa para dar vazão à ditadora insana e perigosa, tirana e autoritária, explodindo em ira por ele ter ousado não permitir que ela o controle. Mostrando seu furor, o filho entra em contato com o medo inconsciente que tem de sua mãe. Esse filho, em suas manipulações, usa um jogo meio agressivo com sua mãe, o que faz com que ela sinta medo dele, sempre parece que ela é uma criança diante de um tirano ameaçador, que se submete aos seus caprichos. Mas na realidade oculta, ela é a ditadora perigosa e assustadora, e ele sente muito medo dela.
Essa é uma relação simbiótica, muito delicada de se tratar, pois eles estão tão perfeitamente presos nesse mecanismo duplo, que é preciso muita dedicação e, principalmente, coragem, para que possam se libertar um do outro. A base desse jogo é o medo da solidão, o medo de não encontrarem no mundo um lugar onde se sintam "tão seguros" quanto se sentem um com o outro.
Esta mesma condição ocorre entre casais e entre amigos. Ocorre em níveis superficiais e em níveis profundos, dependendo do que um significa e oferece para o outro.
Olhe para isso com carinho, perceba onde é você o ditador tirano na vida dos outros, tenha coragem de buscar essa verdade dentro de você, pois não adianta ficar reclamando das dificuldades da vida, porque a vida não irá salvá-lo enquanto você não tiver a coragem de fazer isso por você. Enquanto você não tiver a firme determinação em reconhecer seu lado dominador, sua vida continuará a mesma...
Você poderá perceber que em várias situações de vida, você sempre tenta dominar, se você é uma é pessoa que busca ajuda terapêutica, observe e perceba se não está diante de seu terapeuta "dando uma de coitadinho", enquanto, na dinâmica oculta, você o está manipulando e ameaçando com seu ditador agressivo, fazendo seu terapeuta sentir medo de você, acovardando-se em lhe dizer as grandes verdades libertadoras. Se você continuar tentando esconder de si mesmo esse dominador oculto que há em você, o mundo sempre irá reagir com medo de você, mesmo que nem você, nem o outro percebam claramente que há esse jogo em que você ameaça veladamente e o outro se aterroriza diante de você.
Não reclame se não se sentir confortável de verdade com as pessoas, não se faça de vítima, pois é impossível alguém conseguir relaxar e apreciar a presença de um dominador oculto que está sempre pronto a atacar. Se você quer ter paz e uma vida de bem-aventurança, então, mergulhe no seu inconsciente e encontre esse dominador tirano. Depois, lide com ele, reconheça seus efeitos maléficos nos outros e vá educando-o até que ele se reconverta a uma autoridade saudável em sua presença. Isso, naturalmente, irá ajudá-lo a libertar a todos e a libertá-lo.image

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Mudar o outro é essa a solução?





Nós amamos tentar mudar as outras pessoas, mas quando se trata de nós mesmos, nos recusamos como mulas teimosas. No fundo nós sabemos que a mudança pessoal é a única forma de criar real progresso em nossas vidas, mas de alguma forma isto se aplica a “outras pessoas” e não gostamos de aplicar o conceito em nós mesmos.

Mudança é muitas vezes percebida como difícil, assustadora e desconfortável. Parece um monte de trabalho. E nós não queremos mais trabalho.
Como superar a barreira da mudança pessoal, então?
Será que uma mudança de perspectiva funcionaria?
Quando vemos a mudança, entramos em pânico. Quando não vemos mudança, estamos felizes. Mas tudo está em constante mudança! Tudo está mudando, o tempo todo, se estamos conscientes disso ou não e se nós a combatemos ou a abraçamos. Essa é a natureza do Universo e não há nada que possamos fazer sobre isso, exceto fazer as mudanças que desejamos em vez de passivamente sentar e permitir o impacto das mudanças em nós.
Toda vez que você aprende algo, você muda. Toda vez que você pensa sobre algo, você o altera. Toda vez que você pega alguma coisa, você o muda. Toda vez que você olhar para outra pessoa, essa pessoa mudou. Toda vez que você olha no espelho, seu corpo mudou.
Toda vez que você compra algo, você altera o status de várias coisas: inventário do comerciante, sua conta bancária, e da apropriação de um item.
Toda vez que você gera um pensamento, você muda sua vibração pessoal de acordo com a natureza do que se pensava – era positivo, amoroso e útil, ou foi negativo, cheio de medo ou julgamento? Se você pode sentir a mudança em sua vibração pessoal ou não, uma mudança foi feita.
Cada vez que você faz algo de bom e eleva a sua vibração, você muda. E essa é a melhor maneira de pensar sobre a mudança pessoal. Mudança pessoal não é somente trabalho, afinal de contas, trata-se de elevar a sua vibração de modo que as mudanças em sua vida tornem-se positivas e deliberadamente atraídas!
Tudo aquilo com o que você interagir, muda e tudo o que interage com você, te muda!
A energia não é uma coisa estática. Se fosse, não haveria mudança, mas o Universo está em uma eterna dança de interações energéticas e movimento.
O movimento constante e interação de energia cria mudança. A mudança é natural, normal, esperada, e isto pode ser a um nível de escala infinito do despercebido ao dramático.
Sua mudança pessoal pode ser tão tranquila ou dramática como você quiser, especialmente quando você se acostumar a assumir o controle!
Então, já que você não pode evitar a mudança, você pode aprender a controlá-la.
Mudança pessoal não tem que ser enorme! De fato, os resultados mais significativos, muitas vezes vêm quando você começa pequeno e faz alterações pequeninas. Tire proveito do efeito cascata!
Faça uma pequena mudança na maneira de pensar, falar ou agir, e deixe os resultados ondularem para fora.
Por exemplo, você gosta do jeito que você fala para si mesmo, ou sobre si mesmo? Você pode não estar ciente de como você fala para ou sobre si mesmo, então ouça o seu discurso interior da próxima vez que você cometer um erro.
Se você está martirizando e criticando a si mesmo, você pode pensar: “Bem, eu só estou tentando me ensinar uma lição para que eu não faça isso de novo!” Mas, afinal você não está fazendo nenhum bem a si mesmo, falando desta maneira. Repreendendo a si mesmo e sendo duro consigo apenas perpetua crenças auto-limitantes de “Eu não sou bom o suficiente.” Em vez disso, aprenda a olhar para as lições naquilo que você fez. Em seguida, a sua auto-fala pode mudar para melhor: “Uau, o quão legal é que eu aprendi como não?” “Eu poderia ter feito isso de outra forma, mas eu escolhi esse caminho, e tem esses resultados. Estes resultados não me fazem feliz. E se eu endireitar a situação e tentar fazer isso de outra forma da próxima vez? “Como é que o seu erro enriqueceu sua vida adicionando sabedoria?
Fazendo com que uma pequena mudança pessoal vá ondulando para fora de maneira surpreendente! Você vai desenvolver mais confiança e maior auto-estima. Ser mais feliz com você mesmo elevar a sua vibração. Elevar a sua vibração leva a sua capacidade de atrair energias similares, ou “as coisas boas da vida”!
Aproveite esta ótima versão da famosa oração da serenidade :: “Deus conceda-me serenidade para aceitar as pessoas que eu não posso mudar, coragem para mudar o que posso, e sabedoria para saber que sou eu.”
Começando pequeno lhe dará confiança. Comece limpando sua energia (uma grande mudança positiva); em seguida, altere a maneira de falar para e sobre si mesmo, e então continue a fazer pequenas mudanças que todas têm grandes efeitos em cascata:
Adicione essas pequenas mudanças com tremendo efeito cascata:
Expresse gratidão;
Medite para obter autodomínio mental e emocional;
Sorria mais;
Comprometa-se a 15 minutos por dia para trabalhar em seus objetivos;
Mantenha um diário;
Aprenda algo novo todos os dias;
Escolha a sua resposta a uma situação difícil;
Diga eu te amo mais vezes.
Nenhuma destas são mudanças enormes e desconfortáveis. Mas pense sobre os efeitos em cascata potenciais de cada um! Algo tão pequeno quanto um sorriso pode ter grandes resultados. Escolher como reagir a uma situação difícil vai fazer a diferença entre permitir que a situação escale ou chegue a uma resolução.
Você tem o poder para criar mudanças que você quer experimentar. Cada pensamento que você tem cria uma mudança, então faça seus pensamentos positivos.
Cada palavra que você fala cria uma mudança, então faça suas palavras positivas.
Cada ação que você toma cria uma mudança, então tenha ações positivas.
A mudança é inevitável. Se você quiser parar de ser vítima da mudança, se você quiser assumir o comando e ditar o rumo de sua vida, em seguida, “Seja a mudança que você deseja ver no mundo” (M. Gandhi) – mude seus pensamentos, e você vai mudar a sua vida.
Christie Marie Sheldon

terça-feira, 1 de abril de 2014

O EU REAL – ALÉM DAS APARÊNCIAS


        

          (Experiências Fora do Corpo e Lembranças Extrafísicas)

Você, que desceu à Terra para mais uma experiência no corpo, jamais deixou de ser um cidadão do universo. Sua verdadeira natureza não é desse ou daquele lugar, mas do infinito. Sua casa é no coração do Todo e tudo que vive é seu próximo.
            Você pode lembrar-se de muitas vidas, em diversos lugares, mas você é uma consciência espiritual, que não nasce nem morre, só entra e sai dos corpos perecíveis.
            Você tem cara de gente, mas o seu rosto espiritual tem a cara da luz.
            Você deita o corpo físico no leito, diariamente, mas não fica dentro dele, mesmo que nem saiba disso. Enquanto a natureza faz o seu trabalho de regeneração do veículo denso, você, o eu real, se desprende para fora dele e viaja com o corpo sutil pelos planos extrafísicos*, encontra seus amigos astrais e realiza atividades de estudo e trabalho, naquelas moradas além da Terra. E, quando volta ao corpo, nem se lembra disso.
            No entanto, dentro ou fora do corpo, é você mesmo o tempo todo.
            Quando você rememora vivências de outras vidas na carne, isso ainda é um evento menor. Na verdade, você precisa se lembrar mesmo é de algo a mais, além das lembranças de vidas passadas – muitas vezes, cheias de condicionamentos limitantes e coisas mal-resolvidas. Você precisa se lembrar das cidades astrais e dos sítios extrafísicos, para perceber que veio de outros planos e que é um SER DE LUZ, um viajante eterno, e que nada pode limitar o seu progresso ou condicioná-lo a este ou àquele corpo - ou àquela vida ou situação específica.
            Você carrega o fogo estelar em seu peito. Você não é branco, negro, amarelo ou vermelho. Você é da raça da LUZ! Você é parceiro das estrelas, sempre foi...
            No momento, você está hospedado num corpo denso emprestado pela Mãe Terra. Então, agradeça a Ela pela oportunidade de aprender algo bom enquanto na carne. E trate corretamente o veículo de argila que Ela lhe emprestou. Tenha respeito e admiração por quem o recebe e o ajuda em sua evolução.
            Porém, jamais se esqueça de sua verdadeira natureza espiritual.

           Mantenha os pés no chão, mas permaneça ligado ao Alto, de onde vêm suas melhores inspirações. Respeite o caminho terrestre, por onde for, mas não perca o brilho estelar dos seus olhos, nem deixe as coisas do mundo bloquearem sua luz.
             Da mesma forma que o barco pode entrar no rio, mas o rio não pode entrar nele – pois afundaria –, entre no mundo, mas não deixe as coisas do mundo afundarem o seu barco espiritual e afogarem a sua lucidez. Viva o que tem que ser vivido, mas sem perder o discernimento e a luz do espírito por causa disso.
    Você é mais do que imagina. E, se concentrar melhor sua atenção, desbloqueará diversos de seus potencias adormecidos. Se resolver melhorar, melhorará!
   Mas nada acontece da noite para o dia. Tudo demanda esforço e paciência, e a ansiedade com qualquer resultado a curto prazo, com certeza, envenenará seus melhores propósitos. Apenas estude e trabalhe da melhor forma possível, sem preocupações com resultados ou condições. O seu esforço correto o levará a prestar atenção em algo a mais, na vida e em você mesmo. E isso é um tipo de melhoria.

            Você é um cidadão do universo. Sempre foi, e sempre será...
            Lembre-se disso!**

            Paz e Luz.

            - Wagner Borges -
            (Texto publicado no “Informativo Semeando Luz” – Número 18 – março/abril de 2014 – editado pelo Espaço Semeando Luz, grupo espiritualista de Caxias do Sul.)

            - Notas:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
** Para enriquecimento do tema, deixo na sequência mais um texto pertinente aos estudos projetivos e espiritualistas.

O TODO – INSPIRAÇÃO NAS VIAGENS ESPIRITUAIS

            Antes de mais nada, saudações a todos os estudantes das experiências fora do corpo. Este é um tema que merece muita atenção, lucidez e objetividade na abordagem. Trata-se de um estudo sobre uma das maiores aberturas que o espírito enredado na carne pode conseguir durante o seu estágio de aprendizado na Terra.Por conseguinte, pode-se dizer que tal abertura propicia inúmeras possibilidades e cada estudante buscará aquilo que for de encontro às suas próprias características e tendências.
     Por isso, os antigos mestres e hierofantes* espirituais sempre aconselhavam seus pupilos e aprendizes a buscarem objetivos elevados e aspirações sublimes. Dentro da disciplina aplicada no contexto iniciático de seus estudos, esses professores da consciência ensinavam a seus pupilos a arte dos grandes voos espirituais. Primavam pelos valores éticos e universalistas na abordagem das viagens espirituais para fora da matéria densa.
Além da postura responsável, eles também falavam de uma alegria e de um amor que surgem como estados de consciência dentro do coração, que serve sob os desígnios do Grande Anônimo. Falavam de uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos, pura essência divina animando cada ser, sutilmente na casa do coração, sede do espírito.
E quando eles falavam do “Todo que está em tudo”, os seus olhos brilhavam tanto... Então, os seus pupilos notavam que os seus professores também eram pupilos de consciências mais vastas, sediadas algures, na imensidão interdimensional da vida.
E, acima de tudo, O Todo**, O Supremo Hierofante de todos os seres.
Quantas vezes, naqueles momentos de inspiração profunda, os alunos perceberam que os seus mestres se colocavam, durante uma instrução, sob o efeito de uma luz suprema que vertia sobre eles trazendo as inspirações celestes e sublimes. Nesses momentos, as lágrimas desciam, sob efeito do amor, operando as sutis transformações no coração e na mente.
E ali, no cerne das iniciações espirituais - muitas delas, fora do corpo, em grupo - realizadas com os amparadores que davam assistência àqueles trabalhos, os alunos aprendiam a valorizar as aberturas de consciência e as possibilidades de descerrarem novos horizontes, sempre em nome da luz.
Essa mesma luz que brilha no coração.
Essa mesma luz que ama e sorri, e que inspira as viagens espirituais profundas, e que sempre afirma, dentro do próprio ser, a sua imortalidade perene.
Sim, essa mesma luz que faz o estudante espiritual voar sorrindo e tranquilo, consciente de suas possibilidades, contente consigo mesmo, agradecido pela abertura e sonhando com O Todo, seu verdadeiro Hierofante, a Causa de sua vida, o Amor de seu amor, a Luz de sua luz, o Sol Criador de todos os sóis...
O Todo, sua inspiração nas viagens espirituais.

P.S.:

Enquanto o seu corpo físico dorme, você, em espírito, alça voo para outros planos e realidades conscienciais. Ou seja, você dá uma volta em sua casa real, o plano extrafísico, seu lugar de origem antes desta vida atual. E aí, você encontra os seus afetos extrafísicos, amigos dessa e de outras jornadas, todos muito vivos, também em espírito. O resultado disso é uma profusão de abraços altamente energéticos, verdadeira festa da vida em outros planos de consciência. Essa é uma das riquezas das experiências fora do corpo: elas levam o espírito projetado para fora do corpo diretamente ao plano espiritual, sem intermediários, e lhe provam, cabalmente, a existência da consciência além da matéria. O resultado disso é óbvio: desaparece o medo da morte e seu terror, e fica no lugar uma grande alegria, por reconhecer-se como consciência imperecível e participante da existência cósmica.

Agradeço aos amparadores extrafísicos do grupo dos Iniciados*** pela inspiração e apoio nesses escritos projetivos.

- Wagner Borges -
(Texto extraído do livro “Flama Espiritual” – edição de Autor.)

- Notas:
* Hierofante - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava o neófito – calouro – nas provas iniciáticas.

** Quando se afirma que o Supremo é o Grande Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de todos os seres, pois está em tudo! Ele é o Primeiro Amor; A Primeira Luz, Fonte de toda vida; simplesmente o TODO que está em tudo.

*** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.